Glossário Mahayana

Glossário Therevada

A

  • ABHIDHARMA-PITAKA (sânsc.; páli ABHIDHAMMA-PITAKA) - compilação de ensinamentos sobre filosofia, psicologia e metafísica. Veja TRIPITAKA.
  • ABHIDHARMA-KOSHA (sânsc.) - texto do monge indiano VASUBANDHU (século V) sobre a escola SARVASTIVADA.
  • ABHISHEKA (sânsc.; tib. WANGKUR/ DBANG SKUR) - ordenação, iniciação.
  • ACHARYA (sânsc.; jap. AJARI) - professor, mestre.
  • ADI-BUDDHA - veja SAMANTABHADRA.
  • AGAMA (sânsc.; páli NIKAYA) - coleção de escrituras budistas (SUTRA).
  • AGREGADO - veja SKANDHA.
  • AKSHOBHYA - um dos cinco DHYANI-BUDDHAS.
  • ALAYA-VIJNANA (sânsc.)- consciência armazém; conceito da escola YOGACHARA para definir uma consciência cósmica que armazena todos os fenômenos.
  • AMITABHA (sânsc.; chin. O-MI-TUO; jap. AMIDA; tib. ÖPAGMED/ 'OD DPAG MED) - um dos cinco DHYANI-BUDDDHAS, associado à TERRA PURA do oeste, Sukhavati.
  • ANANDA - primo do Buddha SHAKYAMUNI e um de seus principais discípulos.
  • ANAPANASATI (páli) - meditação sobre a respiração.
  • ANATMAN (sânsc.; páli ANATTA) - não-eu, não-ego, não-essência; ausência de qualquer indivíduo ou essência independente ou permanente. Veja TRILAKSHANA.
  • ANGUTTARA-NIKAYA (páli) - Coleção Numérica; uma das seções do SUTTA-PITAKA.
  • ANITYA (sânsc.; páli ANITTA) - impermanência. Veja TRILAKSHANA.
  • ANTARABHAVA (sânsc.) - veja BARDO.
  • ANUTTARA-SAMYAK-SAMBODHI (sânsc.; jap. ANOKUTARA-SANMYAKU-SANBODAI) - iluminação insuperável, completa e perfeita.
  • ARHAT (sânsc.; páli ARAHAT, chin. LO-HAN, jap. RAKAN; tib. DRACHOMPA/ DGRA BCOM PA) - ser perfeito, aquele que conseguiu superar o sofrimento do SAMSARA e alcançar o NIRVANA; o objetivo das escolas não-Mahayana. Pode ser ouvinte (SHRAVAKA) ou realizador solitário (PRATYEKA-BUDDHA).
  • ARYADEVA - monge indiano (século III), discípulo de NAGARJUNA; um dos fundadores da filosofia MADHYAMAKA.
  • ARYASATYA (sânsc.; páli ARYASATTA) - veja QUATRO VERDADES NOBRES.
  • ASANGA - monge indiano (século IV), fundador da escola YOGACHARA, irmão de VASUBANDHU.
  • ASHOKA - rei indiano (século III) da dinastia Maurya, grande propagador do budismo.
  • ASHVAGHOSHA - poeta e filósofo MAHAYANA indiano (séculos I-II).
  • ASURA (sânsc. e páli) - semi-deus, titã; um dos seis GATI.
  • ATISHA DIPAMKARA SHRIJNANA (sânsc.; tib. JOWOJE/ JO BO RJE) - monge indiano que fundou a escola KADAM do budismo tibetno.
  • ATI-YOGA (sânsc.) - YOGA primordial, DZOGCHEN.
  • AVALOKITESHVARA (sânsc.; chin. KUAN-YIN, KUAN-HSI-YIN; jap. KANNON, KANZEON, KANJIZAI; tib. CHENREZIG/ SPYAN RAS GZIGS) - no budismo MAHAYANA, o BODHISATTVA da grande compaixão.
  • AVATAMSAKA-SUTRA (sânsc.; jap. KEGON-KYÔ) - Discurso da Guirlanda de Flores; texto do budismo MAHAYANA de grade importância para as escolas HUA-YEN e KEGON.
  • AVIDYA (sânsc.; páli AVIJJA; jap. MUMYÔ; tib. MARIGPA/ MA RIG PA) - ignorância, delusão.

B

  • BANKEI EITAKU YOTAKI - monge ZEN japonês (1622-1693) da linhagem RINZAI.
  • BARDO (tib. BAR DO; sânc. ANTARABHAVA) - no budismo tibetano, o estado intermediário entre a morte e o renascimento; uma das seis yogas de Napora (tib. NARO CHÖDRUG).
  • BARDO TÖDRÖL (tib. BAR DO THOS SGROL) - Liberação através do Entendimento no Estado Intermediário; popularmente conhecido como o "Livro Tibetano dos Mortos", texto sobre o processo da morte e renascimento.
  • BASSUI ZENJI - monge ZEN japonês (1327-1387) da escola RINZAI.
  • BHAISHAJYAGURU (sânsc.; chin. YAO-HSI-FU; jap. YAKUSHI NYORAI; tib. MENGYI LAMA/ SMAN GYI BLA MA) - no budismo MAHAYANA, o BUDDHA da medicina, o buddha curador.
  • BHAVA-CHAKRA (sânsc.; tib. SIPE KHORLO/ SRID PA'I KHOR LO) a roda da vida; representação iconográgica dos seis reinos (GATI) do SAMSARA.
  • BHAVANA (sânsc. e páli) - meditação.
  • BHIKSHU (sânsc.; páli BHIKKHU) - monge.
  • BHIKSHUNI (sânsc.; páli BHIKKHUNI) - monja.
  • BHUMI (sânsc.) - no budismo MAHAYANA, cada um dos dez estágios do BODHISATTVA até alcançar a iluminação (BODHI).
  • BINDU (sânsc.; páli THIGLE/ THIG LE) - no budismo VAJRAYANA, essência ou gota de energia sutil.
  • BODHI (sânsc. e páli; chin. WU; jap. SATORI, KENSHÔ; tib. CHANGCHUB/ BYANG CHUB) - iluminação, despertar.
  • BODHICHITTA (sânsc.) - mente da iluminação; no budismo MAHAYANA, a mente altruísta que visa beneficiar a todos os seres; a mente do BODHISATTVA.
  • BODHIDHARMA (sânsc.; chin. P'U-T'I-TA-MO; jap. BODAI DARUMA) - um dos ancestrais do ZEN (séculos V-VI) que introduziu esta escola na China.
  • BODHISATTVA (sânsc.; páli BODHISATTA; chin. PU-SA; tib. BOSATSU, BODAISATTA; tib. CHANGCHUBSEMPA/ BYANG CHUB SEMS DPA') - ser da iluminação; no budismo MAHAYANA, ser de grande compaixão que procura ajudar a todos os seres, praticando as seis perfeições (PARAMITA) e realizando a mente da iluminação (BODHICHITTA).
  • BÖN[-PO] (tib. BON PO) - religião xamânica tibetana anterior à introdução do budismo.
  • BOROBUDUR - grande construção em forma de MANDALA, na ilha de Java, Indonésia.
  • BOSATSU (jap.) - veja BODHISATTVA.
  • BRAHMA-VIHARA (sânsc. e páli) - meditações ilimitadas; amor (MAITRI), compaixão (KARUNA), alegria (MUDITA) e equanimidade (UPEKSHA).
  • BUDDHA (sânsc.; chin. FO; jap. HOTOKE, BUTSU; tib. SANGYE/ SANGS RGYAS) - desperto, iluminado; aquele que alcançou a iluminação (BODHI), um dos três preciosos (TRIRATNA).
  • BUDDHAGHOSHA - monge da escola THERAVADA (século IV) que estudou no Sri Lanka; autor do VISUDDHI-MAGGA.
  • BUDDHAT[V]A (sânsc.; jap. BUSSHÔ; tib. SANGYENYID/ SANGS RGYAS NYID) - natureza búdica.
  • BUTSU (jap.) - veja BUDDHA.
  • BUTSUDAN (jap.) - no budismo japonês, pequeno altar familiar.

C

  • CHAKRA (sânsc.) - roda; centro de energia sutil.
  • CH'AN (chin.) - veja ZEN.
  • CHA-NO-YU (jap.) - cerimônia do chá.
  • CH'ENG-SHIH (chin.; jap. JÔJITSU) - escola chinesa, baseada nos ensinamentos da filosofia indiana SAUTRANTIKA; seu texto principal é o SATYASIDDHI, escrito por HARIVARMAN (século IV).
  • CHENREZIG (tib. SPYAN RAS GZIGS) - veja AVALOKITESHVARA.
  • CHIEN-CHEN (chin; jap. GANJIN) - monge chinês (688-763), fundador da escola LÜ-TSUNG (jap. RITSU).
  • CHIH-I (chin; jap. CHISHA) - monge chinês (538-597), fundador da escola T'IEN-T'AI (jap. TENDAI).
  • CHIH-KUAN (chin.) - veja SHAMATHA-VIPASHYANA.
  • CHIH-TUN - monge chinês (314-366), fundador da escola Prajna.
  • CHI-KUAN (chin.) - veja KÔAN.
  • CHING-T'U[-TSUNG] (chin.; jap. JÔDO- [SHÛ]) - escola fundada pelo monge chinês HUI-YÜAN em 402, centralizada na veneração do Buddha AMITABHA.
  • CHITTAMATRA (sânsc.) - apenas mente; principal ensinamento da filosofia YOGACHARA.
  • CHI-TSANG - monge chinês (549-623) da escola SAN-LUN (SANRON), autor de diversos comentários sobre a filosofia MADHYAMAKA.
  • CHÖ (tib. BCOD) - cortar; no budismo tibetano, medição para "cortar" o conceito de personalidade.
  • CHÖRTEN (tib. CHOS RTEN) - veja STUPA.
  • CHU-HUNG - monge chinês (1535-1615) que desenvolveu um movimento leigo, combinando as escolas ZEN e JÔDO.
  • CHU-SHE (chin.; jap. KOSHA) - escola chinesa baseada nos ensinamentos do ABHIDHARMA-KOSHA; fazia parte da escola FA-HSIANG (jap. HOSSÔ).

D

  • DAIGIDAN (jap.) - grande dúvida; um dos TRÊS PILARES DO ZEN.
  • DAINICHI-KYÔ (jap.) - veja MAHAVAIROCHANA-SUTRA.
  • DAIOSHÔ (jap.) - grande monge; termo honorífico de mestres ZEN.
  • DAISHI (jap.) - grande mestre; título honoriífico do budismo japonês.
  • DAISHIKAN (jap.) - grande raiz de fé; um dos TRÊS PILARES DO ZEN.
  • DAITOKU-JI (jap.) - Monastério da Grande Virtude; um dos maiores monastérios ZEN de Kyôtô, no Japão.
  • DAKINI (tib. KA[N]DRO[MA]/ MKA' GRO [MA]) - No budismo VAJRAYANA, ser de sabedoria feminino, irado, que trasmite ensinamentos tântricos.
  • DALAI LAMA (tib. TA LA'I BLA MA) - Oceano de Sabedoria; título honorífico concedido pelo príncipe mongol Althan Kham ao líder da escola tibetana GELUG, em 1578.
  • DANA (sânsc. e páli) - generosidade; um dos seis PARAMITAS.
  • DANGYÔ (jap.) - veja LIU-TSU-TA-SHIH FA-PAO-T'AN-CHIING.
  • DARUMA (jap.) - veja BODHIDHARMA.
  • DENKÔROKU (jap.) - Transmissão da Luz; coletânea de episódios sobre as transmissões da escola SÔTO ZEN.
  • DEVA (sânsc. e páli) - deus, divindade; um dos seus GATI.
  • DHAMMAPADA (páli) - parte do KHUDDAKA-NIKAYA com com 426 versos sobre o ensinamento budista.
  • DHARANI (sânsc.) - no budismo MAHAYANA, pequenas escrituras com sílabas de significado simbólico, geralmente mais longos que os MANTRAS.
  • DHARMA (sânsc.; páli DHAMMA; chin. FA; jap. HÔ; tib. CHÖ/ CHOS) - o ensinamento de BUDDHA, uma das Três Jóias (TRIRATNA); com letra minúscula, dharma geralmente se refere a um fenômeno ou manifestação da realidade.
  • DHARMACHAKRA (sânsc.; páli DHAMMACHAKKRA) - roda do Dharma; o símbolo do budismo.
  • DHARMAGUPTAKA (sânsc.; páli DHAMMAGUTTIKA; chin. LÜ-TSUNG; jap. RITSU[-SHÛ]) - protetor do ensinamento; escola fundada pelo monge indiano Dharmaguptaka, pertencente ao grupo STHAVIRA.
  • DHARMAKAYA (sânsc.; tib. CHÖKU/ CHOS SKU) - corpo do Dharma; um dos três corpos (TRIKAYA).
  • DHARMAKIRTI - monge indiano (século VII) da filosofia YOGACHARA.
  • DHARMAPALA - guardião dos ensinamentos, protetor do DHARMA.
  • DHYANA (sânsc.; páli JHANA; chin. CH'AN; jap. ZEN; tib. SAMTEN/ BSAM GTAN) - concentração, absorção meditativa.
  • DHYANI-BUDDHA (sânsc.) - BUDDHA meditacional; no budismo MAHAYANA, os cinco buddhas transcendentes que representam os aspectos da mente iluminada; VAIROCHANA, AMITABHA, AMOGHASIDDHI, AKSHOBHYA e RATNASAMBHAVA.
  • DIGHA-NIKAYA (páli) - Coleção Longa; uma das seções do SUTTA-PITAKA.
  • DIGNAGA - monge indiano (480-540) da escola YOGACHARA.
  • DIPAMKARA - BUDDHA lendário de um passado distante.
  • DÔGEN ZENJI - monge ZEN japonês (1200-1253), fundador da escola SÔTÔ.
  • DOKUSAN (jap.) - entrevista formal de estudante ZEN com seu mestre.
  • DORJE (tib. RDO RJE) - veja VAJRA.
  • DOSHÔ - monge japonês (629-700), fundador da escola HOSSÔ.
  • DRILBU (tib. DRIL BU) - veja GANTHA.
  • DUHKKHA (sânsc.; páli DUKKHA) - sofrimento, dor; uma das QUATRO VERDADES NOBRES. Veja também: TRILAKSHANA.
  • DZOGCHEN (tib. RDZOGS CHEN) - Grande Perfeição; principal ensinamento da escola tibetana NYINGMA.

E

  • EIHEI-JI - Monastério da Paz Eterna; um dos principais monastérios da escola SÔTÔ ZEN no Japão.
  • EISAI ZENJI - monge japonês (1141-1215) da linhagem RINZAI ÔRYÔ, que introduziu o ZEN no Japão.
  • EKA (jap.) - veja HUI-K'O.
  • ENGAKU-JI - Monastério da Iluminação Completa; monastério ZEN fundado em 1282 na cidade de Kamakura, no Japão.
  • ENNIN - monge japonês (793-864) da escola TENDAI, discípulo de SAICHÔ.
  • EN'Ô (jap.) - veja HUI-NENG.
  • ENSÔ (jap.) - círculo; no budismo ZEN, símbolo do vazio, do absoluto, da iluminação.

F

  • FA-HSIANG (chin.; jap. HOSSÔ) - escola chinesa fundada por HSÜAN-TSANG (600-664) e K'UEI-CHI (638-682), com base na filosofia indiana YOGACHARA.
  • FA-HSIEN - monge peregrino chinês (337-422) que viveu muitos por anos na Índia.
  • FA-LANG - monge chinês (507-581) da escola SAN-LUN.
  • FUGEN (jap.) - veja SAMANTABHADRA.
  • FUKAN-ZAZENGI (jap.) - Princípios Gerais para a Prática da Meditação; texto de DÔGEN ZENJI.

G

  • GAMPOPA (tib. SGAM PO PA) - monge tibetano (1079-1153), fundador da escola KAGYÜ.
  • GANTHA (sânsc.; jap. KONGÔ-REI; tib. DRILBU) - no budismo VAJRAYANA, instrumento que representa a sabedoria (PRAJNA).
  • GANJIN (jap.) - veja CHIEN-CHEN.
  • GATI (sânsc.) - modo de existência em um reino do samsara; divino (DEVA), semi-divino (ASURA), humano (MANUSHYA), animal (TIRYAK), fantasmagórico (PRETA) ou infernal (NARAKA).
  • GELUG[-PA] (tib. DGE LUGS [PA]) - escola VAJRAYANA fundada pelo monge tibetano TSONGKHAPA (1357-1419), centralizada nos ensinamentos do LAMRIM.
  • GENJÔKÔAN (jap.)- O KÔAN da Vida Diária; texto de DÔGEN ZENJI.
  • GOKE-SHICHISHÛ (jap.) - cinco casas e sete escolas; as linhagens do budismo ZEN chinês surgidas durante a dinastia T'ang (618-907).
  • GRANDE VEÍCULO - veja MAHAYANA.
  • GRIDHRAKUTA (sânsc.) - Pico dos Abutres; monatanha indiana onde SHAKYAMUNI teria transmitido os ensinamentos MAHAYANA.
  • GURU (sânsc.; tib. LAMA/ BLA MA) - mestre espiritual, uma das TRÊS RAÍZES do budismo VAJRAYANA.
  • GURU RINPOCHE (tib.) - Mestre Precioso; veja PADMASAMBHAVA.
  • GYULÜ (tib. SGYU LUS) - corpo ilusório; uma das seis yogas de Naropa (NARO CHÖDRUG).

H

  • HAIKU (jap.) - poesia japonesa de dezesseis sílabas.
  • HAKUIN ZENJI - monge ZEN japonês (1689-1769) da escola RINZAI, autor do famoso KÔAN "qual o som de uma só mão batendo palmas?"
  • HANKA-FUZA (jap.) - postura de meio-lótus, na qual uma perna fica sobre a outra.
  • HANNYA (jap.) - veja PRAJNA.
  • HANNYA SHINGYÔ (jap.) - veja MAHA-PRAJNAPARAMITA HRIDAYA SUTRA.
  • HARIVARMAN - monge indiano (século IV) cujos trabalhos originaram a escola SATYASIDDHI (chin. CH'ENG-SHIH, jap. JÔJITSU).
  • HASSU (jap.) - sucessor do dharma, ancestral, patriarca.
  • HAYAGRIVA (sânsc.; jap. BATÔ MYÔ-Ô; tib. TADRIN/ RTA MGRIN) - manifestação irada de AVALOKITESHVARA, com cabeça de cavalo.
  • HINAYANA (sânsc.) - Pequeno Veículo; no MAHAYANA, termo pejorativo originalemte usado para denegrir a escola SARVASTIVADA e suas dissidências, SAUTRANTIKA e VAIBHASHIKA; no VAJRAYANA, a primeira etapa do caminho espiritual, o fundamento para as práticas do MAHAYANA.
  • HÔGEN[-SHÛ] (jap.; chin. FA-YEN[-TSUNG]) - escola ZEN chinesa da tradição GOKE-SHICHISHÛ.
  • HÔNEN - monge japonês (1133-1212), fundador da escola da TERRA PURA (jap. JÔDO-SHÛ).
  • HOSSÔ (chin. FA-HSIANG) - escola japonesa fundada pelo monge DÔSHÔ (629-700), com base nos ensinamentos da escola chinesa FA-HSIANG.
  • HOTEI (jap.) - veja PU-TAI.
  • HOTOKE (jap.) - veja BUDDHA.
  • HSÜAN-TSANG - monge peregrino chinês (600-664), fundador da escola FA-HSIANG, traduziu muitos textos do sânscrito para o chinês.
  • HUA-YEN (jap. KEGON) - Escola da Guirlanda de Flores; escola chinesa fundada pelo monge FA-TSANG (643-712) com base nos ensinamentos do AVATAMSAKA SUTRA.
  • HUI-K'O (jap. EKA) - monge ZEN chinês (487-593), discípulo e sucessor de BODHIDHARMA.
  • HUI-NENG (jap. EN'Ô) - monge ZEN chinês (638-713), sexto patricarca do ZEN na China.
  • HUI-YÜAN - monge chinês (336-416), fundador da escola da TERRA PURA (chin. CHING-T'U-TSUNG).
  • HUNG-JEN (jap. GUNIN, KÔNIN) - monge chinês (601-674), quinto patriarca do ZEN na China.

I

  • I-CHING - monge e peregrino chinês (635-713), um dos principais tradutores de textos do sânscrito para o chinês.
  • ILUMINAÇÃO - veja BODHI.
  • INGA (jap.) - causa e efeito, KARMA.
  • INKA-SHÔMEI (jap.) confirmação da transmissão ZEN de um mestre a um discípulo.
  • INNEN (jap.) - causa e efeito, KARMA.
  • ISHTA-DEVATA (sânsc.; tib. YI DAM) - no budismo VAJRAYANA, divindade meditacional.
  • ISHIN-DENSHIN (jap.) - no budismo ZEN, transmissão de coração-mente para coração mente.

J

  • JAMGÖN KONGTRÜL (tib. 'JAM MGON KONG SPRUL) - monge tibetano (1813-1899), um dos criadores do movimento RIME.
  • JAMPA (tib. BYAMS PA) - veja MAITREYA.
  • JAMPEL (tib. 'JAM DPAL) - veja MANJUSHRI.
  • JATAKA - seção do KHUDDHAKA-NIKAYA com as lendas sobre as vidas passadas do Buddha SHAKYAMUNI.
  • JE RINPOCHE (tib. JE RIN PO CHE) - veja TSONGKHAPA.
  • JIRIKI (jap.) - poder próprio (para alcançar a iluminação); o oposto de TARIKI.
  • JIZÔ (jap.) - veja KSHITIGARBHA.
  • JÔDO-SHINSHÛ (jap.) - Verdadeira Escola da TERRA PURA, fundada pelo monge japonês SHINRAN (1173-1262), com base nos ensinamentos da escola JÔDO-SHÛ.
  • JÔDO[-SHÛ] (jap.) - Escola da TERRA PURA, fundada pelo monge japonês HÔNEN (1133-1212) com base na escola CHING-T'U-TSUNG chinesa.
  • JÔJITSU (jap.) - Escola da Perfeição da Verdade, fundada no Japão pelo monge coreano EKWAN em 625, com base na escola CH'ENG-SHIH chinesa. A escola não exite independentemente, mas sim como uma parte da escola japonesa SANRON (chin. SAN-LUN).
  • JÛGYÛ[-NO]-ZU (jap.) - Dez Figuras de Boiadeiro; representação gráfica dos diversos níveis de realização ZEN.
  • JÛJÛ[-KIN]-KAI (jap.) - Dez Preceitos Principais da escola ZEN (não matar, não roubar, não cometer adultério, não mentir, não difamar, não ser orgulhoso ao elogiar, não cobiçar, não ter raiva, não difamar as Três Jóias).
  • JÛKAI (jap.) - receber os preceitos budistas.

K

  • KADAM[-PA] (tib. BKA' GDAMS [PA]) - Escola da Instrução Oral, escola VAJRAYANA tibetana fundada pelo monge indiano ATISHA (980/90-1055), precursora da escola GELUG.
  • KAGYÜ[-PA] (tib. BKA' RGYUD [PA]) - Escola da Transmissão Oral, escola VAJRAYANA tibetana fundada pelo monge GAMPOPA (1079-1153), centralizada nos ensinamentos MAHAMUDRA.
  • KALACHAKRA (tib. DÜKYI KHORLO/ DUS KYI 'KHOR LO) - Roda do Tempo; o TANTRA mais complexo e popular do budismo VAJRAYANA tibetano.
  • KALPA (sânsc.; páli KAPPA) - período de tempo correspondente a 4.320.000 anos.
  • KANCHÔ (jap.) - abade geral de um monastério ZEN.
  • KANDROMA (tib. MKA' 'GRO MA) - veja DAKINI.
  • KANGYUR-TENGYUR (tib. BKA' GYUR BSTAN 'GYUR) - Tradução da Palavra e Tradução do Ensinamento; o cânone do budismo tibetano.
  • KANNON (jap.) - veja AVALOKITESHVARA.
  • KANZEON (jap.) - veja AVALOKITESHVARA.
  • KARMA (sânsc.; páli KAMMA; jap. INGA, INNEN; tib. LE/ LAS) - ação; causa e efeito.
  • KARMAPA (tib. KA RMA PA) - líder da escola tibetana KARMA KAGYÜ.
  • KARUNA (sânsc. e páli) - compaixão; um dos quatro BRAHMA-HIHARAS.
  • KASAYA (sânsc.) - veja KESA.
  • KEGON-KYÔ (jap.) - veja AVATAMSAKA SUTRA.
  • KEGON-SHÛ (jap.) - Escola da Guirlanda de Flores; escola fundada no Japão pelo monge chinês Shen-hsiang (jap. Shinshô), com base nos ensinamentos da escola chinesa HUA-YEN.
  • KEIZAN JÔKIN - monge ZEN japonês (1268-1325) da linhagem SÔTÔ.
  • KEKKA-FUZA (jap.; sânsc. PADMASANA) - posição de lótus completa, com cada pé sobre a coxa oposta.
  • KENSHÔ (jap.) - veja BODHI.
  • KESA (jap.; sânsc. KASAYA) - manto; parte do hábito utilizado pelos monges ZEN.
  • KHUDDAKA-NIKAYA (páli) - Coleção Curta; uma das seções do SUTTA-PITAKA.
  • KIN'HIN (jap.) - andar ZEN, praticado entre os períodos de ZAZEN.
  • KÔAN (jap.; chin. KUNG-AN) - frase ou episódio ZEN que utiliza o paradoxo para transcender a lógica ou os preceitos; utilizado especialmente pela escola RINZAI.
  • KÔBO-DAISHI - veja KÛKAI.
  • KOKORO (sino-jap. SHIN) - coração-mente.
  • KOSHA[-SHÛ] - escola japonesa surgida entre os séculos VII e VIII, baseada na escola chinesa CUSHE.
  • KSHANTI (sânsc.; páli KHANTI) - paciência; um dos seis PARAMITAS.
  • KSHITIGARBHA (chin. T'I-T'SANG; jap. JIZÔ) - no budismo MAHAYANA, o BODHISATTVA que protege dos tormentos, principalemte as crianças.
  • KÛ (jap.) - veja SHUNYA.
  • KUAN-HSI-YIN (chin.) - veja AVALOKITESHVARA.
  • KUAN-YIN (chin.) - veja AVALOKITESHVARA.
  • K'UEI-CHI - monge chinês (632-835), discípulo de HSÜAN-TSANG e co-fundador da escola FA-HSIANG.
  • KÛKAI - monge japonês (774-835), também conhecido como KÔBO-DAISHI, que fundou a escola SHINGON com base nos ensinamentos da escola chinesa MI-TSUNG.
  • KUMARAJIVA - um dos principais tradutores de textos budistas do sânscrito para o chinês (344-413).
  • KUNG-AN (chin.) - veja KÔAN.
  • KYÔ (jap.) - veja SUTRA.
  • KYOSAKU (jap.) - no budismo ZEN, bastão utilizado para "despertar" os praticantes de ZAZEN com uma batida no ombro.

L

  • LALITAVISTARA (sânsc.) - biografia tradicional sobre o Buddha SHAKYAMUNI.
  • LAMA (tib. BLA MA) - veja GURU.
  • LAMDRE (tib. LAM BRAS) - Caminho e Fruto; principal ensinamento da escola tibetana SAKYA.
  • LAMRIM (tib. LAM RIM) - Estágios do Caminho; principal ensinamento da escola tibetana GELUG.
  • LANKAVATARA SUTRA (sânsc.) - Discurso sobre a Descida ao [Sri] Lanka; texto do budismo MAHAYANA que enfatiza o despertar da não dualidade através da realização da natureza búdica.
  • LIN-CHI-TSUNG (chin.) - veja RINZAI-SHÛ.
  • LIU-TSU TA-SHIH FA-PAO-T'AN-CHING (chin.; jap. ROKUSO DAISHI HÔBÔDAN-GYÔ, DAN-GYÔ) - Discurso do Sexto Ancestral da Alta Plataforma do Tesouro do Dharma, ou simplesmente o Sutra da Plataforma; biografia do monge chinês HUI-NENG, sexto ancestral do ZEN na China.
  • LO-HAN (chin.) - veja ARHAT.
  • LOKAPALA (sânsc.) - protetor do mundo; imagens muito comuns na entrada dos grandes monastérios, como guardiões do templo.
  • LONGCHENPA (tib. KLONG CHEN PA) - lama tibetano (1308-1364) de grande importância para a transmissão dos ensinamentos DZOGCHEN da escola NYINGMA.
  • LÜ-TSUNG (chin.; RITSU[-SHÛ]) - Escola da Disciplina; escola fundada pelo monge chinês TAO-HSÜAN (596-667) com base nos ensinamentos da escola indiana DHARMAGUPTAKA.

M

  • MADHYAMAKA (sânsc.) - filosofia MAHAYANA do Caminho do Meio, fundada pelos monges NAGARJUNA (século II) e ARYADEVA (século III).
  • MADHYAMIKA (sânsc.) - Caminho do Meio; ensinamento da escola MADHYAMAKA.
  • MAHAKASHYAPA (sânsc.; páli MAHAKASSAPA; jap. DAIKASHÔ, MAKAKASHÔ) - um dos grandes discípulos do Buddha SHAKYAMUNI, considerado o primeiro ancestro do ZEN.
  • MAHAMUDRA (sânsc.; tib. CHAGYA CHENPO/ PHYAG RGYA CHEN PO) - Grande Sinal; principal ensinamento da escola tibetana KAGYÜ.
  • MAHAPARINIBBANA-SUTTA (páli) - texto do DIGHA-NIKAYA que relata os últimos anos da vida do Buddha SHAKYAMUNI.
  • MAHAPARINIRVANA-SUTRA (sânsc.) - coleção de textos do budismo MAHAYANA sobre a natureza búdica.
  • MAHAPRAJNAPARAMITA-HRIDAYA SUTRA (sânsc; jap. MAKA HANNYA HARAMITTA SHINGYÔ; tib. CHONDENDEMA SHERABKYI PARAROLTUCHINPE NYINGPO/ BDOM LDAN 'DAS MA SHES RAB KYI PHA ROL TU PHYING PA'I SNYING PO) - um dos principais e mais breves textos do PRAJNA-PARAMITA SUTRA, de grande importância para o budismo MAHAYANA.
  • MAHASANGHIKA (sânsc.) - Grande Comunidade; escola que se separou do grupo STHAVIRAVADA após o concílio de Pataliputra, precursora do budismo MAHAYANA.
  • MAHASIDDHA (sânsc.) - Grande Adepto; mestre dos ensinamentos VAJRAYANA, dotado com poderes sobrenaturais ou (SIDDHIS).
  • MAHASTAMAPRAPTA (sânsc.; chin.. SHIH-TZA; jap. SEISHI) - No budismo MAHAYANA, o bodhisattva que traz os seres ao conhecimento.
  • MAHAVAIROCHANA-SUTRA (sânsc; jap. DAINICHI-KYÔ) - Discurso do Grande Radiante; texto VAJRAYANA de grande importância para as escolas MI-TSUNG e SHINGON.
  • MAHAVASTU (sânsc.) - Grande Evento; texto da escola MAHASANGHIKA sobre a vida do Buddha SHAKYAMUNI, marcando uma transição para o budismo MAHAYANA.
  • MAHAYANA (sânsc.) - Grande Veículo; movimento surgido por volta dos séculos I-II que procura valorizar a libertação de todos os sers através da compaixão dos BODHISATTVAS.
  • MAHAYANA-SHRADDHOTPADA-SHASTRA (sânsc.) - Tratado sobre o Despertar da Fé no Mahayana; texto do budismo MAHAYANA dos séculos V-VI, atribuído a ASHVAGHOSHA (séculos I-II).
  • MAHINDA - monge missionário indiano (século III a.C.) enviado pelo rei ASHOKA ao Sri Lanka.
  • MAHISHASIKA - escola que se separou do grupo VIBHAJYAVADA (século II a.C.) e que originou a escola Dharmaguptaka.
  • MAITREYA (sânsc; chin. MI-LÜO; jap. MIROKU; tib. JAMPA/ BYAMS PA) - buddha do futuro, que deverá aparecer no mundo para restaurar o Dharma.
  • MAITREYANATHA - monge de historicidade contestada, que teria vivida na Índia entre os séculos IV-V e qe seria um dos fundadores da filosofia YOGACHARA.
  • MAITRI (sânsc.; páli METTA) - bondade; uma das quatro BRAHMA-VIHARA.
  • MAJJIMA-NIKAYA - Coleção Média; uma das seções do SUTTA-PITAKA.
  • MAKA HANNYA HARAMITTA SHINGYÔ (jap.) - veja MAHAPRAJNAPARAMITA-HRIDAYA SUTRA.
  • MAKYÔ (jap.) - fenômenos ou distruções que podem ocorrer duarante a prática de ZAZEN.
  • MALA (sânsc.; jap. NENJU; tib. TRENGWA/ PHRENG BA) - rosário de 108 contadios para recitação de MANTRAS, DHARANIS, NENBUTSU etc.
  • MANDALA (sânsc.; jap. MANDARA; tib. KYILKHOR/ DKYIL 'KHOR) - diagrama circular do budismo VAJRAYANA, representado a consciência iluminada como uma dimensão pura.
  • MANJUSHRI (sânsc; chin. WEN-SHU; jap. MONJU; tib. JAMPEL/ 'JAM DPAL) - no budismo MAHAYANA, o BODHISATVA da sabedoria (sânsc. PRAJNA).
  • MANTRA (sânsc.; jap. SHINGON; tib. NGAG/ SNGAGS) - no budismo VAJRAYANA, série de sílabas que representam a fala iluminada.
  • MANTRAYANA (sânsc.) - Caminho do Mantra, VAJRAYANA.
  • MANUSHYA (sânsc.) - humano; um dos seus GATI.
  • MARA (sânsc. e páli) - demônio da ignorância, do apego.
  • MARGHA (sânsc.; páli MAGGA) - caminho (para a cessação do sofrimento); uma da QUATRO VERDADES NOBRES.
  • MARPA LOTSAWA (tib. MAR PA LO TSA BA) - tradutor tibetano (1012-1097), discípulo NAROPA e mestre do poeta MILAREPA; seus ensinamentos MAHAMUDRA foram passaram a ser transmitidos pela escola tibetana KAGYÜ.
  • MAUDGALYAYANA (sânsc.; páli MOGGALANA) - um dos grandes discípulos do Buddha SHAKYAMUNI.
  • MAYA (sânsc.) - ilusão, aparência, decepção, delusão.
  • MIKKYÔ (jap.) - Ensinamento Secreto, VAJRAYANA.
  • MILAM (tib. RMI LAM) - sonho; uma das seis yogas de Napora (tib. NARO CHÖDRUG).
  • MILAREPA (tib. MI LA RAS PA) - poeta tibetano (1025-1035), recebeu os ensinamentos MAHAMUDRA do tradutor MARPA e foi mestre do monge GAMPOPA, fundados da escola tibetana KAGYÜ.
  • MILINDAPANHA (páli) - Questões de Milinda; texto da escola THERAVADA com o diálogo ente o rei Milinda (ou Menandro, século I a.C.) e o monge Nagasena.
  • MI-LO-FO (chin.) - Buddha da Felicidade; representação do monge ZEN chinês Pu-tai (século X), considerado uma encarnação do bodhisattva MAITREYA.
  • MIROKU (jap.) - veja MAITREYA.
  • MI-TSUNG (chin.) - Escola dos Segredos; escola VAJRAYANA chinesa, fundada no século VII pelos indianos Shuvhakarasimha (chin. Shan-wu-wei, 637-735), Vajrabodhi (chin. Chin-kung-chih, 663-723) e Amoghavajra (chin. Pu-k'ung, 705-774); deu origem à escola japonesa SHINGON.
  • MOKUGYÔ (jap.) - peixe de madeira; no budismo japonês, tambor utilizado para recirar marcar a recitação dos SUTRAS.
  • MONDÔ (jap.) - pergunta e resposta; diálogo entre um mestre ZEN e um discípulo.
  • MONJU (jap.) - veja MANJUSHRI.
  • MUDITA (sânsc. e páli) - alegria; uma da quatro BRAHMA-VIHARAS.
  • MUDRA (sânsc.; chin. YIN; jap. INZÔ; tib. CHAGYA/ PHYAG RGYA) - sinal; gesto simbólico.
  • MUMONKAN (jap.) - veja WUI-MEN-KUAN.
  • MYOHÔ-RENGE-KYÔ (jap.) - veja SADDHARMA-PUNDARIKA SUTRA.

N

  • NADI (sânsc.; tib. TSA/ RTSA) - canais de energia pelos quais circula o PRANA.
  • NAGA (sânsc.; chin. LONG; jap. RYÛ; tib. LU/ KLU) - dragão aquáticp com corpo de serpendte e cabeça humana.
  • NAGARJUNA (sânsc.; tib. LUDRUB/ KLU SGRUB; jap. RYÛJUN) - monge indiano (séculos II-III), fundador da filosofia MADHYAMAKA.
  • NALANDA - universidade monástica indiana, fundada por volta do século II e destruída pelos muçulmanos entre os séculos XII-XIII.
  • NARAKA (sânsc.; páli NIRAYA) - inferno; um dos seis GATI.
  • NARO CHÖDRUG (tib. NA RO CHOS DRUG) - Seis Yogas de NAROPA; ensinamentos VAJRAYANA do mahasiddha indiano NAROPA que foram transmitidos ao tradutor tibetano MARPA; chama interior (TUMO), corpo ilusório (GYULÜ), sonho (MILAM), clara luz (ÖSEL), estado intermediário (BARDO) e transferência de consciência (PHOWA).
  • NAROPA (tib. NA RO PA) - mahasiddha indiano (1016-1100), discípulo de TILOPA e mestre do tradutor MARPA.
  • NEHAN (jap.) - veja NIRVANA.
  • NENBUTSU (jap.) - recitação do nome do Buddha AMITABHA (Amida); prática das escola JÔDO-SHÛ e JÔDO-SHINSHÛ.
  • NGÖNDRO (tib. SNGON 'GRO) - práticas preliminares do budismo VAJRAYANA
  • NICHIREN - monge japonês (1222-1282), fundador da escola NICHIREN-SHÛ.
  • NICHIREN[-SHÛ] - Escola do Lótus do Sol; escola japonesa fundada pelo monge NICHREN, baseada no Sutra do Lótus (SADDHARMA-PUNDARIKA SUTRA).
  • NIKAYA (páli) - coleção dos discursos de Buddha (SUTTA): DIGHA-NIKAYA, MAJJHIMA-NIKAYA, SAMYUTTA-NIKAYA, ANGUTTARA-NIKAYA, KHUDDAKA-NIKAYA.
  • NIRMANAKAYA (sânsc.) - corpo de emanação; veja TRIKAYA.
  • NIRODHA (sânsc.) - cessação (do sofrimento); uma das QUATRO VERDADES NOBRES.
  • NIRVANA (sânsc.; páli NIBBANA; jap. NEHAN; tib. MYANGENLEDEPA/ MYA NGAN LAS 'DAS PA) - extinção do sofrimento.
  • NIRVANA (sânsc.) - nome de um ramo do budismo chinês, originado o século V, centralizado nos ensinamentos do MAHAPARINIRVANA SUTRA.
  • NYINGMA[-PA] (tib. RNYING MA [PA]) - Escola Antiga; escola VAJRAYANA tibetana surgida a partir dos ensinamentos DZOGCHEN dos indianos PAADMASAMBHAVA, VIMALAMITRA e VAIROCHANA (século VIII).
  • NYORAI (jap.) - veja TATHAGATA.

O

  • ÔBAKU (jap.) - escola ZEN japonesa linhagem RINZAI.
  • ODDYANA (sânsc.; tib. ORGYEN/ tib. O RGYAN) - região no vale do Swat, entre o Afeganistão e o Paquistão, onde teriam surgido os TANTRAS dos budismo VAJRAYANA.
  • ÔRYÔ[-HA] (jap.; chin. HUAN-LUNG-PA'I) - linhagem da escola RINZAI, pertencente ao GOKE-SHICHISHÛ do budismo ZEN; foi introduzida no Japão pelo monge EISAI ZENJI.
  • ORYÔKI (jap.) - no budismo ZEN, refeição silenciosa.
  • ÖSEL (tib. 'OD GSAL) - clara luz; uma das seis yogas de Naropa (NARO CHÖDRUG).
  • OTERA (jap.) - veja TERA.

P

  • PADMA (sânsc.; tib. PEMA/ PAD MA) - flor de lótus; um dos oito SÍMBOLOS AUSPICIOSOS, representando a pureza.
  • PADMASAMBHAVA (sânsc.; tib. PEMAJUNGNE/ PAD MA 'BYUNG NAS) - também conhecido como o GURU RINPOCHE (Mestre Precioso), um dos introdutores do budismo no Tibet (século VIII), considerado fundador da escola NYIGNMA.
  • PADMASANA (sânsc.) - postura do lótus. Veja KEKKA-FUZA.
  • PAGODE - veja STUPA.
  • PAI-LIEN[-TSUNG] (chin.) - Escola do Lótus Branco; escola TERRA PURA chinesa, fundada pelo monge Mao Tzu-yuan (século XII).
  • PÁLI - dialeto indiano derivado do sânscrito; a língua do cânone da escola THERAVADA.
  • PANCHEN LAMA (tib. PAN CHEN BLA MA) - título honorífico dado pelo quinto DALAI LAMA (1617-1682) ao abade do monastério tibetano Tashilhunpo.
  • PARAMARTHA - tradutor indiano (499-569), responsável pela versão chinesa de 278 volumes de textos budistas.
  • PARAMITA (sânsc.) - perfeição; no budismo MAHAYANA, seis atitudes de um BODHISATTVA: generosidade (DANA), ética (SHILA), paciência (KSHANTI), esforço (VIRYA), concentração (DHYANA) e sabedoria (PRAJNA).
  • PARINIRVANA (sânsc.; páli PARINIBBANA) - extinção final do sofrimento, NIRVANA final.
  • PATRICARCA - fundador de uma escola ou um de seus sucessores na linhagem de transmissão de ensinamentos.
  • PHOWA (tib. 'PHO BA) - transferência de cosnciência; uma das seis yogas de Naropa (NARO CHÖDRUG).
  • PHURBA (tib. PHUR PA) - no budismo VAJRAYANA, faca que simboliza a eliminação do apego ao eu, a transmutação das energias negativas através da compaixão.
  • PRAJNA (sânsc.; páli PANNA; jap. HANNYA; tib. SHERAB/ SHES RAB) - sabedoria; uma das seis PARAMITAS.
  • PRAJNAPARAMITA SUTRA (sânsc.) - Discurso sobre a Perfeição da Sabedoria; coleção de aproximadamente 40 textos do budismo MAHAYANA, inclunindo o Sutra do Coração (MAHAPRAJNAPARAMITA-HRIDAYA SUTRA) e o Sutra do Diamante (VAJRACHCHEDIKA-PRAJNAPARAMITA SUTRA).
  • PRANA (sânsc.; tib. LUNG/ RLUNG) - vento de energia sutil.
  • PRATIMOKSHA (sânsc.; páli PATIMOKKHA) - libertação individual.
  • PRATITYA-SAMUTPADA (sânsc; páli PARICHCHA-SAMUTPADA) - surgimento interdependente.
  • PRATYEKA-BUDDHA (sânsc; páli PACHCHEKA-BUDDHA) - realizador solitário; ARHAT que alcança o NIRVANA solitariamente.
  • PRETA (sânsc.; páli PETA) - fantasma faminto, espírito carente; um dos seis GATI.
  • PUDGALAVADA (sânsc.) - veja VATSIPUTRIYA.
  • P'U-HSIAN (chin.) - veja SAMANTABHADRA.
  • PUJA (sânsc.) - serviço religioso.
  • PUNYA (sânsc.) - mérito, virtude.
  • PU-TAI - monge ZEN chinês (séc. X), considerado uma encarnação do bodhisattva MAITREYA e geralmente representado como o Buddha da Felicidade (MI-LO-FO).
  • P'U-T'I-TA-MO (chin.) veja BODHIDHARMA.

Q

  • QUATRO VERDADES NOBRES (sânsc. ARYASATTVA; páli ARYASATTA) - os ensinamentos básicos do budismo; as verdades do sofrimente (DUHKHA), da causa (SAMUDAYA), da cessação (NIRODHA) e do caminho (MARGHA).

R

  • RAHULA - filho do Buddha SHAKYAMUNI.
  • RAKAN (jap.) - veja ARHAT.
  • RAKUSU (jap.) - no budismo ZEN, pequeno KESA retangular, conferido aos monges e leigos ao receberem a ordenação.
  • RATNASAMBHAVA (sânsc.) - um dos cinco DHYANI-BUDDHAS.
  • REALIZAR - conceber de maneira nítida, perceber como realidade.
  • RIME (tib. RIS MED) - movimento anti-sectarista do budismo tibetano, surgido no século XIX.
  • RINPOCHE (tib. RIN PO CHE) - precioso; título honorífico tibetano, dado a grandes lamas e professores.
  • RINZAI[-SHÛ] (jap.; chin. LIN-CHI-TSUNG) - uma das escolas do budismo ZEN japonês, dividida em duas linhagens (YÔGI e ÔRYÔ); enfatiza a prática do KÔAN.
  • RITSU[-SHÛ] (jap.) - Escola da Disciplina; escola japonesa, fundada pelo monge chinês CHIEN-CHEN (jap. GANJIN) em 754, com base na escola chinesa LÜ-TSUNG.
  • RÔHATSU-SESSHIN (jap.) - retiro ZEN, tradicionalmente feitos nos oito primeiros dias de dezembro para celebrar o dia da iluminação do Buddha Shakyamuni (8 de dezembro).
  • RÔSHI (jap.) - venerável mestre; título honorífico dos mestres ZEN japoneses.

S

  • SADDAHRMA-PUNDARIKA SUTRA (jap. MYOHÔRENGE-KYÔ) - Discurso do Lótus do Dharma maravilhoso; texto do budismo MAHAYANA, de central importância para as escolas TENDAI e NICHIREN.
  • SADHANA (sânsc.) - texto que descreve uma liturgia, especialmente utilizado no budismo VAJRAYANA.
  • SAICHÔ - monge japonês (767-822) que fundou a escola TENDAI com base nos ensinamentas da escola chinesa T'IEN-T'AI e elementos das escolas HUA-YEN e MI-TSUNG.
  • SAKYA[-PA] (tib. SA SKYA [PA]) - escola VAJRAYANA tibetana responsável pela transmissão dos ensinamentos LAMDRE.
  • SAMADHI (sânsc; jap. ZANMAI) - concentração, meditação; estado mental não-dualista, calmo e concentrado; uma das seis PARAMITAS.
  • SAMANTABHADRA (sânsc; chin. PU-HSIAN; jap. FUGEN; tib. KUNTUZANGPO/ KUN TU BZAN PO) - No budismo MAHAYANA, o BODHISATTVA das oferendas supremas e protetor dos professores do DHARMA; na escola NYINGMA do budismo VAJRAYANA tibetano, o buddha primordial (ADI-BUDDHA), que representa o DHARMAKAYA.
  • SAMBHOGAKAYA (sânsc.; tib. LONGCHÖPEKU/ LONGS SPYOD PA'I SKU) - veja TRIKAYA.
  • SAMSARA (sânsc.) - existência cíclica, na qual todos os seres estão sujeitos a constantes renascimentos e sofrimentos.
  • SAMU (jap.) - serviço, trabalho.
  • SAMUDAYA (sânsc.) - causa; uma das QUATRO VERDADES NOBRES.
  • SAMYAK-SAMBUDDHA (sânsc.; páli SAMMA-SAMBUDDHA) - completamente iluminado.
  • SAMYUTTA-NIKAYA (páli) - Coleção Agrupada; uma das seções do SUTTA-PITAKA.
  • SAN-CHIEH-CHIAO (chin.) - Escola dos Três Estágios; escola chinesa dos períodos Sui (584-618) e T'ang (618-907).
  • SANBÔ (jap.) - veja TRIRATNA.
  • SANDÔKAI (jap.) - veja T'SAN-T'UNG-CH'I.
  • SANGAI (jap.) - veja TRILOKA.
  • SANGHA (sânsc. e páli; jap. SÔ; tib. GEDÜN/ DGE 'DUN) - comunidade budista, formado pelos monges, monjas, noviços, noviças, leigos e leigas; uma das Três Jóias (TRIRATNA).
  • SANGYE (tib. SANGS RGYAS) - veja BUDDHA.
  • SAN-LUN (chin.; jap. SANRON) - Escola dos Três Tratatos; escola chinesa derivada da filosofia indiana MADHYAMAKA.
  • SANPAI (jap.) - três prostrações.
  • SANRON (jap.) - escola japonesa, fundada pelo monge coreano EKWAN em 625, derivada da escola chines SAN-LUN.
  • SARVASTIVADA (sânsc.) - Tudo Existe; escola que se separou do grupo STHAVIRADA durante a época do rei ASHOKA.
  • SATORI (jap.) - veja BODHI.
  • SATYASIDDHI (sânsc.; chin. CH'ENG-SHIH; jap. JÔJITSU) - principal texto das escolas CH'ENG-SHIH e JÔJITSU, escrito pelo monge indiano HARIVARMAN no século IV.
  • SAUTRANTIKA - escola surgida a partir da SARVASTIVADA indiana por volta de 150; seu ensinamento é baseado no VINAYA-PITAKA e no SUTRA-PITAKA, rejeitando os ABIDHARMA-PITAKA.
  • SEISHI (jap.) - veja MAHASPAMAPRAPTA.
  • SEKITÔ KISEN (jap.) - veja SHIH-T'OU HSI-CH'IEN.
  • SENG-CHAO - monge chinês (374/8 -414) da escola SAN-LUN, renomado pensador e escritor.
  • SESSHIN (jap.) - retiro ZEN.
  • SHAKYA (sânsc.; páli SAKKA) - clã nobre da antiga Índia, no qual nasceu o Buddha histórico, SHAKYAMUNI.
  • SHAKYAMUNI (sânsc.; páli ) - Sábio dos Shakyas; o Buddha histórico, Siddharta Gautama.
  • SHAMAHA-VIPASHYANA (sânsc.; chin. CHIH-KUAN; jap. SHIKAN) - meditação de permanência serena (SHAMATHA) e discernimento superior (VIPASHYNA).
  • SHAMBHALA (sânsc.) - reino mítico da Índia, onde teriam se originado os ensinamentos tântricos de Kalachakra do budismo VAJRAYANA.
  • SHANTIDEVA - monge indiano (séculos VII-VIII) da filosofia MADHYAMAKA, autor de livros sobre o budismo MAHAYANA.
  • SHAO-LIN[-SSU] (chin.; jap. SHÔRIN-JI) - monastério chinês, construído em 477, onde BODHIDHARMA se fixou e iniciou o budismo ZEN na China.
  • SHARIPUTRA (páli SARIPUTTA) - um dos principais discípulos do Buddha SHAKYAMUNI.
  • SHASTRA (sânsc.) - tratado sobre filosofia MAHAYANA.
  • SHIGUSEIGAN (jap.) - quatro grandes votos do bodhisattva; salvar todos os seres, eliminar todas as ilusões, penetrar em todos os DHARMAS realizar o caminho de BUDDHA.
  • SHIH-T'OU HSI-CH'IEN (chin. jap. SEKITÔ KISEN) - monge ZEN chinês (864-949), autor do TS'ANG-T'UNG-CHIH (jap. SANDÔKAI).
  • SHIH-TZA (chin.) - veja MAHASTAMAPRAPTA.
  • SHIKAN (jap.) - veja SHAMATHA-VIPASHYANA.
  • SHIJANTAZA (jap.) - sentar-se apenas; ZAZEN.
  • SHILA (sânsc.; páli SILA) - ética, preceitos; uma das seis PARAMITAS.
  • SHINGON[-SHÛ] - (jap.) - Escola da Palavra Verdadeira; escola VAJRAYANA japonesa fundada pelo monge KÛKAI (774-835), com base nos ensinamento da escola MI-TSUNG chinesa.
  • SHINRAN - monge japonês (1173-1262), que fundou a escola JÔDO-SHINSHÛ a partir dos ensinamentos da escola JÔDO-SHÛ.
  • SHIN[-SHÛ] - veja JÔDO-SHINSHÛ.
  • SHÔBÔ-GENZÔ (jap.) - Tesouro do Olho do Dharma Verdadeiro; principal obra do monge ZEN japonês DÔGEN ZENJI.
  • SHÔRIN[-JI] (jap.) - veja SHAO-LIN-SSU.
  • SHRAVAKA (sânsc.) - ouvinte; ARHAT que alcançou o NIRVANA através dos ensinamentos do Buddha SHAKYAMUNI.
  • SHUNYA (sânsc.; páli SUNNA; jap. KÛ; tib. TONGPA/ STONG PA) - vazio; ausência de uma existência inerente, independente.
  • SHUNYATA (sânsc. STONG PA NYID) - vacuidade.
  • SIDDHARTA GAUTAMA (sânsc.; páli SIDDHATTA GOTAMA) - o fundador do budismo, o BUDDHA histórico (563 - 483 a.C.).
  • SIDDHI (sânsc.) - no budismo VAJRAYANA, poderes sobrenaturais surgidos a partir do controle do corpo e da mente.
  • SÍMBOLOS AUSPICIOSOS (sânsc. ASHTANGA-MANRGA) - oito símbolos, representando a dignidade (pára-sol), o poder (peixes), a vitória mundana (concha), a pureza (lótus), a imortalidade (vaso), a vitória espiritual (estandarte), a eternidade (nó sem fim) e o ensinamento do Buddha (roda do DHARMA).
  • SKANDHA (sânsc.; páli KHANDA) - agregados que constituem a realidade; forma, sensação, percepção, vontade e consciência.
  • SÔJI-JI - um dos principais monastérios da escola SÔTÔ do budismo ZEN japonês.
  • SÔTÔ[-SHÛ] (jap.; chin. TS'AO-TUNG[-TSUNG]) - uma das principais escolas ZEN do Japão, fundada por DÔGEN ZENJI (1200-1253) com base na escola TS'AO-TUNG-TSUNG chinesa; enfatiza a prática do ZAZEN.
  • STHAVIRAVADA (sânsc.) - escola que se separou do grupo MAHASANGHIKA após do concílio de Pataliputra.
  • STHIRAMATI - filósofo indiano (séc. VI) da escola YOGACHARA.
  • STUPA (sÂsnc.; páli THUPA; tib. CHÖRTEN/ CHOS RTEN) - relicário para guardar restos mortais dos grandes mestres.
  • SUBHUTI - um dos principais discípulos do Buddha SHAKYAMUNI.
  • SUKHAVATI - TERRA PURA do Buddha AMITABHA.
  • SUTRA (sânsc.; páli SUTTA; jap. KYÔ; tib. DO/ MDO) - discurso de Buddha.
  • SUTRA-PITAKA (sânsc.; páli SUTTA-PITAKA) - Cesto dos Discursos; parte do TRIPITAKA.
  • SVABHAVA (sânsc.) - existência inerente.
  • SWASTIKA (sânsc.) - na Ásia, símbolo milenar de boa sorte e felicidade, sem qualquer relação com o nazismo.

T

  • T'AI-HSU - monge chinês (1889-1947) que ajudou a revitalizar o budismo na China.
  • TAISHÔ ISSAIKYÔ (jap.) - edição do TRIPITAKA chinês no Japão.
  • TAN (jap.) - no budismo ZEN, plataforma de madeira onde se pratica ZAZEN.
  • TANTRA (sânsc.; tib. GYÜ/ RGYUD) - no budismo VAJRAYANA, textos esotéricos com doutrinas especiais para a transformação da mente.
  • TAO-AN - monge chinês (312-385), pioneiro do budismo na China.
  • TARA (sânsc.; jap. TARANI BOSATSU; tib. DRÖLMA/ SGROL MA) - no budismo MAHAYANA, bodhisattva feminina da compaixão, muito venerada no budismo tibetano.
  • TARIKI (jap.) - poder do outro (o poder do Buddha AMITABHA para alcançar a iluminação); oposto de JIRIKI.
  • TATHAGATA (jap. NYORAI) - perfeito.
  • TEISHÔ (jap.) - ensinamento ZEN.
  • TENDAI[-SHÛ] - escola japonesa fundada pelo monge SAICHÔ com base nos ensinamentos da escola chinesa T'IEN-T'AI.
  • TENGYUR (tib. BSTAN 'GYUR) - veja KANGYUR TENGYUR.
  • TERA (jap.) - templo ou monastério budista.
  • TERMA (tib. GTER MA) - tesouro; no budismo VAJRAYANA, texto escondido para ser descorberto por um TERTÖN no tempo apropriado.
  • TERRA PURA - no budismo MAHAYANA, reino búdico associado aos DHYANI-BUDDHAS.
  • TERTÖN (tib. GTER STON)- no budismo VAJRAYANA, descobridor de TERMAS.
  • THANGKA (tib. THANG KA) - pintura budista tibetana.
  • THERAVADA (páli) - Ensinamentos dos Antigos; escola do grupo STHAVIRA fundada pelo monge Moggaliputta Tissa.
  • T'IEN-T'AI (chin.; jap; TENDAI) - Escola da Plataforma Celestial; escola fundada pelo monge chinês CHIH-I (538-597) com base nos ensinamentos do Sutra do Lótus (SADDHARMA-PUNDARIKA SUTRA).
  • TILOPA (tib. TI LO PA) - mahasiddha indiano (989-1069) que trasmitiu os ensinamentos MAHAMUDRA ao seu discípulo NAROPA; sua linhagem deu origem à escola tibetana KAGYÜ.
  • TI-LUN (chin.) - Escola dos Tratados dos Estágios; escola chinesa baseada na filosofia indiana YOGACHARAl foi predecessora da escola HUA-YEN.
  • TITYAK (sânsc.) - animais; um os dos seis GATI.
  • T'I-T'SANG (chin.)- veja KSHITIGARBHA.
  • TRÊS JÓIAS - veja TRIRATNA.
  • TRÊS PILARES DO ZEN - grande resolução (DAIFUNSHI), grande raiz de fé (DAISHIKAI) e grande dúvida (DAIGIDAN).
  • TRÊS RAÍZES (tib. TSAWESUM/ RTA BA'I GSUM) - os três objetos de refúgio do budismo VAJRAYANA; o mestre (GURU), a divindade meditacional (YIDAM) e a DAKINI.
  • TRÊS REFÚGIOS - veja TRIRATNA.
  • TRIKAYA (sânsc.) - no budismo MAHAYANA, os três corpos do buddha; corpo do Dharma (DHARMAKAYA), corpo do êxtase completo (SAMBHOGAKAYA) e corpo da emanação (NIRMANAKAYA).
  • TRILAKSHANA (sânsc.; páli TILAKKHANA) - três ramos que caracterizam o samsara; impermanência (ANITYA), sofrimento (DUHKHA) e não-eu (ANATMAN).
  • TRIPITAKA (sânsc.; páli TIPITAKA) - Três Cestos; cânone budista, formado pelo Cesto das Disciplinas (VINAYA-PITAKA), Cesto dos Discursos (SUTRA-PITAKA) e e Cesto dos Ensinamentos Especiais (ABIDHARMA-PITAKA).
  • TRIRATNA (sânsc.; páli TIRATNA; jap. SANBÔ; tib. KÖNCHOGSUM/ DKON MCHOG GSUM) - Três Jóias, Três Preciosos; os três refúgios do budismo: o iluminado (BUDDHA), o ensinamento (DHARMA) e a comunidade budista (SANGHA).
  • TRISHARANA (sânsc.; páli TISARANA) - Três Refúgios, TRIRATNA.
  • TS'ANG-T'UNG-CHIH (chin.; jap. SANDÔKAI) - Identidade do Relativo e do Absoluto; poema do monge ZEN chinês SHIH-T'OU HSI-CH'IEN (jap. SEKITÔ KISEN).
  • TS'AO-SHAN PEN-CHI (chin.; jap. SÔZAN HONJAKU) - monge ZEN japonÊs (840-901), um dos fundadores da linhagem TS'AO-TUNG[-TSUNG] (SÔTO[-SHÛ]).
  • TS'AO-TUNG[-TSUNG] (chin.; jap. SÔTÔ[-SHÛ]) - escola ZEN chinesa, fundada por TUNG-SHAN LING-CHIEH (jap. TÔZAN RYÔKAI) e TS'AO-SHAN PEN-CHIH (jap. SÔZAN HONJAKU), introduzida no Japão pelo monge EIHEI DÔGEN.
  • TSO-CH'AN (chin.) veja ZAZEN.
  • TSONGKHAPA (tib. TSONG KHA PA) - monge tibetano (1357-1419), também conhecido como JE RINPOCHE, fundador da escola GELUG e criador dos ensinamentos LAMRIM.
  • TSUNG-MI - monge chinês (780-841), último patriarca da escola chinesa HUA-YEN.
  • TÜLKU (tib. SPRUL SKU) - corpo de emanação, SAMBHAGAKAYA; no budismo tibetano, pessoa reconhecida como o renascimento de um LAMA falecido,.
  • TUMO (tib. GTUM MO) - chama interior; uma das seis yogas de Naropa (NARO CHÖDRUG).
  • TU-SHUN - monge chinês (557-640), primeiro patriarca da escola HUA-YEN.

U

  • UNMEM[-SHÛ] (jap.) - escola ZEN japonesa, derivada da esola YUN-MEN[-TSUNG] chinesa.
  • UNMON BEN'EN (jap.) - veja YUN-MEN WEN-YEN.
  • UNSUI (jap.) - noviço ZEN.
  • UPALI - um dos principais discípulos de Buddha, recitador do VINAYA-PITAKA.
  • UPASAKA (sânsc.) - leigo.
  • UPASIKA (sânsc.) - leiga.
  • UPAYA (sânsc.) - método, meios hábeis.
  • UPEKSHA (sânsc.; páli UPEKKA) - equaniminidade; uma das quatro BRAHMA-VIHARAS.

V

  • VAIBHASHIKA (sânsc.) - filosofia derivada da escola SARVASTIVADA.
  • VAIROCHANA (sânsc.; jap. DAINICHI NYORAI) - um dos cinco DHYANI-BUDDHAS, muito venerado pela escola japonesa SHINGON.
  • VAJRA (sânsc.; jap. KONGÔ-SHO; tib. DORJE/ RDO RJE) - diamante; símbolo do vazio indestrutível
  • VAJRACHCHEDIKA-PRAJNAPARAMITA SUTRA (jap. KONGÔ-KYÔ) - Discurso do Cortador Adamantino da Perfeição da Sabedoria; texto do budismo MAHAYANA, integrante do PRAJNAPARAMITA SUTRA.
  • VAJRADHARA (sânsc.; tib. DORJECHANG/ RDO RJE 'CHANG) - Detentor do VAJRA; no budismo VAJRAYANA, o buddha da mente pura, o aspecto SAMBHOGAKAYA do Buddha.
  • VAJRADHARMA (sânsc.; tib. DORJECHÖ/ RDO RJE CHOS) - Ensinamento VAJRA; no budismo VAJRAYANA, o buddha da fala pura.
  • VAJRASATTVA (sânsc.; tib. DORJE SEMPA/ RDO RJE SEMS DPA') - Ser VAJRA; no budismo VAJRAYANA, o buddha do corpo puro, associado à purificação.
  • VAJRAYANA (sânsc.; tib. DORJETEPA/ RDO RJE THEG PA) - Veículo de Diamante; forma esotérica do budismo MAHAYANA, baseada nos ensinamentos dos TANTRAS.
  • VASUBANDHU - monge indiano da escola SARVASTIVADA que teria vivido pro volta dos séculos IV-V
  • VATSIPUTRIYA - escola surgida por volta de 240 a.C. a partir da do grupo STHAVIRAVADA; também conhecida como PUDGALAVADA.
  • VIBHAJYAVADA - escola surgida por volta de 240 a.C. a partir do grupo STHAVIRAVADA; deu origem às escolas MAHISHASIKA e THERAVADA.
  • VIJNANAVADA (sânsc.) - veja YOGACHARA.
  • VIMALAKIRTI-NIRDESHA SUTRA (sânsc.) - Discurso de Vimalakirti; texto do budismo MAHAYANA escrito por volta do século II.
  • VINAYA-PITAKA - (sânsc.) - Cesto das Disciplinas; parte do TRIPITAKA.
  • VIPASHYANA (páli VIPASSANA) - veja SHAMATHA-VIPASHYANA.
  • VIRYA (sânsc. e páli) - esforço; uma das seis PARAMITAS.
  • VISUDDHI-MAGGA (páli) - Caminho da Pureza; texto da escola THERAVADA escrito pelo monge BUDDHAGHOSSA no século V.

W

  • WAKA (jap.) - poema japonês de 31 sílabas.
  • WATO (jap.) - ponto crucial de um KÔAN.
  • WEN-SHU (chin.) - veja MANJUSHRI.
  • WEN-TU (chin.) - veja MONDÔ.
  • WON (cor.) - círculo; movimento budista coreano fundado pro Soe-tae San (1891-1943).
  • WU (chin.) - veja BODHI.
  • WU-MEN-KUAN (chin.; jap. MUMONKAN) - Portão sem Portão; coletânea de 48 KÔANS, compilados pelo monge chinês WU-MEN HUI-K'AI.
  • WU-MEN HUI-K'AI (chin.; jap. MUMON EKAI) - monge ZEN chinês (1183-1260) da linhagem YÔGI da escola RINZAI, autor do WU-MEN-KUAN.

Y

  • YAB-YUM (tib. YAB YUM) - pai-mãe; no budismo VAJRAYANA tibetano, representação simbólica da inseparabilidade dos meios hábeis (UPAYA) e da sabedoria (PRAJNA).
  • YAKUSHI NYORAI (jap.) - veja BHAISHAJYAGURU.
  • YAMA - na mitologia indiana, o demônio da morte.
  • YASODHARA - a esposa de SIDDHARTA GAUTAMA,
  • YESHE TSOGYEL (tib. YE SHES MTSHO RGYAL) - consorte tibetana (757-817) do mahasiddha PADMASAMBHAVA.
  • YIDAM (sânsc. ISHTA-DEVATA; tib. YID DAM) - Mente de Compromisso; no budismo VAJRAYANA, divindade meditacional visualizada durante as práticas (SADHANAS).
  • YOGA (sânsc.) - união, ligação.
  • YOGACHARA (sânsc.) Aplicação de Yoga; também conhecida como VIJNANAVADA, filosofia MAHAYANA fundada pelos monges ASANGA e VASUBANDHU, baseada no ensinamento do CHITTAMATRA.
  • YOGACHARA-BHUMI SHASTRA (sânsc.) - Tratado sobre os Estágios da Aplicação de Yoga; principal texto da filosofia YOGACHARA, escrito pelo monge ASANGA.
  • YÔGI[-HA] - (chin. YANG-CH'I-P'AI) - linhagem da escola ZEN japonesa RINZAI, fundada pelo monge chinês YANG-CH'I FANG-HUI (jap. YÔGI HÔE) e pertencente ao GOKE-SHICHISHÛ.
  • YUN-MEN[-TSUNG] - escola ZEN fundada pelo monge chinês YUN-MEN WEN-YEN; deu origem à escola UNMEI[-SHÛ] no Japão.
  • YUN-MEN WEN-YEN (chin.; jap. UNMON BEN'EN) - monge ZEN chinês (864-949), fundador da escola YUN-MEN[-TSUNG] (jap. UNMON[-SHÛ]).

Z

  • ZABUTON (jap.) - almofada quadrada sobre a qual se coloca o ZAFU.
  • ZAFU (jap.) - almofada redonda para a prática do ZAZEN.
  • ZANMAI (jap.) - veja SAMADHI.
  • ZAZEN (jap.; chin. TSO-CH'AN) - Sentar-se Zen; meditação do budismo ZEN, sem pensamentos ou objetos.
  • ZEN (jap.; sânsc. DHYANA; chin. CH'AN) - meditação; uma das principais escolas do budismo MAHAYANA.
  • ZENDÔ (jap.) - sala onde se pratica ZAZEN.

COMO PRONUNCIAR


As palavras em sânscrito e páli foram transcritas de maneira simplificada, sem os sinais gráficos geralmente utilizados pelos eruditos. O chinês e o japonês estão transcritos respectivamente pelos sistemas Wade-Giles e Hepburne. O tibetano aparece com a pronúncia aproximada e com transliteração Turrel Wylie.
Para as palavras em páli, sânscrito, japonês e tibetano:
  • CH é pronunciado como TCH
  • GE, GI, GYA etc. são pronunciados como GUE, GUI, GUIA etc.
  • HA, HE, HI etc. são pronuniados como RRA, RRE, RRI etc. mesmo quandro precedidos de uma consoante
  • JA, JE, JI etc. são pronunciados como DJA, DJE, DJI etc.
  • RA, RE, RI etc. são pronunciados com som fraco (como na palavra em caRA), mesmo no início da palavra
  • SA, SE, SE etc. são pronunciados como SSA, SSE, SSI etc.
  • Ö e Ü são pronunciados como na língua alemã.

Em palavras japonesas, EI, Ô e Û são pronunciados de maneira longa, EE, OO, UU.
Em palavras tibetanas, DR e TR são retroflexos, pronunciados com a ponta da língua no céu da boca.
Em palavras chinesas, a transliteração Wade-Giles usa as seguintes convenções:

  • CH é pronunciado como DJ
  • E é pronunciado como Â
  • J é pronunciado como RR
  • K é pronunciado como G
  • K' é pronunciado como K
  • P é pronunciado como B
  • P' é pronunciado como P
  • T é pronunciado como D
  • T' é pronunciado como T
  • TS é pronunciado como DZ
  • TS' é pronunciado como TS
  • HS é pronunciado como SH

Exemplos:

  • ARHAT (sânsc.) - pronuncia-se AR-RRAT
  • BODHISATTVA (sânsc.) - pronuncia-se BOD-RRI-SAT-TVA
  • BUDDHA (sânsc. e páli) - pronunia-se BUD-DRRA
  • BODHICHITTA (sânsc.) - pronuncia-se BOD-DRRI-TCHIT-TA
  • CHING-T'U-TSUNG (chin.) - pronuncia-se DJI-TU-DZUNG
  • DHAMMA (páli) - pronuncia-se DRRÁM-MA
  • DÔGEN ZENJI (jap.) - pronuncia-se DOO-GUEN ZEN-DJI
  • EIHEI-JI (jap.) - pronuncia-se EE-RREE-DJI
  • GANTHA (sânsc.) - pronuncia-se GANT-RRA
  • KUAN-HSI-YIN (chin.) - pronuncia-se GUAN-SHI-YIN
  • P'U-T'I-TA-MO (chin.)- pronuncia-se PU-TI-DA-MO
  • PU-SA (chin.) - pronuncia-se BU-SSA
  • RINPOCHE (tib.) - pronuncia-se RIN-PO-TCHE; o RI é pronunciado como na palavra caRInho
  • SANGYE (tib.) - pronuncia-se SAN-GUIE
  • PHOWA (tib.) - pronuncia-se PRRO-WA
  • PHURBA (tib.) - pronuncia-se PRRUR-BA
  • SANGHA (sânsc.) - pronuncia-se SÁNG-RRA
  • T'I-TS'ANG (chin.) - pronuncia-se TI-TSÁNG
  • TSO-CH'AN (chin.) - pronuncia-se DZO-TCHÁN
  • WU-MEN-KUAN (chin.) - pronuncia-se WU-MÂN-GUÁN

Extraído do site http://www.acessoaoinsight.net/

A

abhidhamma: (1) nos discursos do Cânone em Pali, este termo simplesmente significa "Dhamma mais elevado ou superior." (2) Uma coleção de tratados analíticos baseados em listas de categorias extraídas dos ensinamentos dos discursos, adicionado ao Cânone vários séculos após a morte do Buda.
abhijanati : conhecimento direto, compreensão direta. Compreender através da experiência. Saber por inteiro ou a fundo. O conhecimento dos fenômenos de acordo com o padrão estabelecido pelas Quatro Nobres Verdades. Esse conhecimento é partilhado tanto pelo arahant como pelo sekha. Veja também parijanati.
abhiñña: os seis tipos de poderes ou conhecimentos supra-humanos resultantes do conhecimentos direto: poderes mágicos, ouvido divino, penetrar as mentes de outros,  relembrar vidas passadas, olho divino, extinção de todas as impurezas da mente, sendo que apenas este último é considerado supramundano, (lokuttara), enquanto que os demais são mundanos, (lokiya).  (veja asava).
acariya: mestre; mentor. Veja kalyanamitta.
adinava: perigo, desvantagem. O perigo é o contínuo aprisionamento ao ciclo de samsara através por exemplo dos prazeres sensuais.
adhitthana: determinação; decisão. Uma das dez perfeições (paramis).
ahara: alimento, nutrimento. Os quatro alimentos são comida, contato, volição e consciência. Os alimentos são condições, (paccaya), pois as condições são chamadas de alimentos, (ahara), porque elas nutrem (ou produzem) os seus próprios efeitos. Embora existam outras condições para a existência, apenas estas quatro são chamadas de alimento porque servem como condições especiais para o contínuo da vida. A comida é uma condição importante para o corpo físico, o contato para a sensação, a volição mental para a consciência e a consciência para a mentalidade-materialidade, o organismo psicofísico na sua totalidade. O desejo é denominado a origem do alimento no sentido de que o desejo na existência anterior é a fonte da presente individualidade que depende e consome continuamente os quatro alimentos nesta existência.
ajaan: (Tailandês; também "Ajarn", "Ajahn", etc.). Mestre; mentor. Equivalente ao Pali acariya.
akaliko: atemporal; não condicionado pelo tempo ou estação.
akusala: prejudicial, inábil. São todas as vontades kammicas (kammacetana, s. cetana) e a consciência e fatores mentais a elas associados que são acompanhados pela cobiça/desejo (lobha), raiva/aversão (dosa) ou apenas delusão (moha). Todos esses fenômenos são causas para resultados kammicos desfavoráveis e contêm as sementes para renascimentos desfavoráveis.Veja o seu oposto, kusala.
anagami: que não retorna. Uma pessoa que abandonou os cinco primeiros grilhões que aprisionam a mente ao ciclo de renascimentos (veja samyojana), e que após a morte irá renascer em um dos mundos de Brahma denominados as Moradas Puras, para aí realizar o parinibbana, nunca mais retornando desse mundo.
anapanasati: atenção plena na respiração. É uma das práticas de meditação mais importantes para alcançar a concentração (samadhi) e as quatro absorções (jhana). O método é descrito no Anapanasati Sutta (MN 118); no Satipatthana Sutta(MN 10) e (DN 22); no Kayagatasati Sutta (MN 119).
anatta: não-eu, ausência de um eu, é a última das três características da existência (ti-lakkahana). A doutrina de anatta ensina que nem nos fenômenos corporais nem nos mentais ou quer seja fora deles, pode ser encontrada qualquer coisa que no final da contas possa ser considerada como um eu ou ego, ou outra substância inerente qualquer. Esta é uma doutrina central no Budismo da qual depende toda a estrutura dos ensinamentos. Qualquer um, que não tenha penetrado essa impessoalidade de toda a existência e não compreenda que na realidade apenas existe esse contínuo processo de surgimento e desaparecimento de fenômenos mentais e corporais e de que não existe um eu separado como parte ou fora desse processo, não será capaz de compreender o Budismo.    
anicca: impermanente, inconstante, instável, incerto, é a primeira das três características da existência (ti-lakkahana). É a partir da impermanência que, na maioria dos suttas, as outras duas características, sofrimento (dukkha) e não-eu (anatta), são derivadas.
anupadisesa-nibbana: nibbana sem restar nenhum combustível (a analogia é um fogo que foi extinto cujas brasas estão frias) - o nibbana do arahant após a sua morte.
anupasati: contemplar, ver, observar.
anupubbi-katha: instrução gradual, treinamento gradual. O método do Buda de ensino do Dhamma que guia os ouvintes progressivamente através de tópicos cada vez mais avançados: generosidade (veja dana), virtude (veja sila), paraísos, desvantagens (dos prazeres sensuais), vantagens da renúncia, e por fim culminando com as quatro nobres verdades.
anusaya: inclinações, tendências latentes ou subjacentes, ou obsessões que em geral são 7 em número (AN VII.11): desejo sensual (kama-raga), aversão (patigha), idéias (dithi), dúvida (vicikiccha), presunção (mana), desejo por ser/existir (bhavaraga), ignorância (avija). No MN 64 são identificadas 5 tendências subjacentes idênticas aos cinco primeiros grilhões, (samyojana); no MN 148 são identificadas 3 tendências subjacentes, (desejo, aversão, ignorância), que têm as sensações como condição. Nos comentários as impurezas são identificadas como ocorrendo em três níveis: nível anusaya, no qual elas permanecem como inclinações latentes na mente; nível pariyutthana, onde elas surgem para obcecar e escravizar a mente; e nível vitikkama, ondeelas causam as ações corporais e verbais prejudiciais.
apaya-bhumi: destino infeliz: os quatro planos ou mundos inferiores de existência no qual alguém pode renascer como resultado de ações inábeis no passado (veja kamma): renascimento no inferno, como um fantasma faminto (veja Peta), como um Titã (veja Asura), ou como um animal comum. Nenhum desses estados é permanente. Compare com sugati.
apaya-mukha: caminho para um destino infeliz – relações sexuais extra conjugais; entregar-se a substâncias embriagantes; entregar-se ao jogo; associar-se com pessoas más. A realização desses atos prepara o caminho para o renascimento em um dos mundos inferiores. (veja apaya-bhumi).
appamada: aplicação, zelo, diligência, seriedade, é considerado como a base para todo progresso. O seu oposto é a negligência (pamada). “Dessa forma, bhikkhus, eu os encorajo: todas as coisas condicionadas estão sujeitas à dissolução. Esforçem-se pelo objetivo com diligência.” Essas foram as últimas palavras do Tathagata.
arahant: "digno" ou "puro"; uma pessoa cuja mente está livre de contaminações (veja kilesa), que abandonou todos os dez grilhões que aprisionam a mente ao ciclo de renascimentos (veja samyojana), cujo coração está livre de impurezas (veja asava), e que dessa forma não está destinado a um futuro renascimento. Um título para o Buda e o nível mais alto dos seus Nobre Discípulos.
arammana: objeto. Podem ser de seis tipos: forma visível, som, aroma, sabor, tangível e objeto mental.
ariya: nobre, ideal. Também, "Alguém Nobre" (veja ariya-puggala).
ariyadhana: riqueza Nobre; qualidades que servem como 'capital' na busca pela libertação: convicção (veja saddha), virtude (veja sila), vergonha de cometer transgressões(hiri), temor de cometer transgressões (ottapa), estudo, generosidade (veja dana), e sabedoria (veja pañña).
ariya-puggala: pessoa nobre. Um indivíduo que realizou pelo menos um dos quatro nobres caminhos supramundanos - ou melhor um caminho com quatro níveis de refinamento - são o caminho para 'entrar na correnteza' (sotapanna), o caminho para 'um retorno somente' (sakadagami),  o caminho para 'não retorno' (anagami), e o caminho para  arahant. Veja phala. Compare com puthujjana (mundano).
ariya-sacca: nobre verdade. A palavra "ariya" (nobre) também pode significar ideal ou padrão, e nesse contexto significa verdade "objetiva" ou "universal". Existem quatro: sofrimento, a origem do sofrimento, a cessação do sofrimento, e o caminho da prática que conduz à cessação do sofrimento.
assada: gratificação, prazer, gozo. O sentido literal de assada é 'doce sabor'. A gratificação é a satisfação que é proporcionada para as necessidades psicológicas, por exemplo pelos prazeres sensuais.
asava: impureza, mácula, úlcera, corrupção. Quatro tipos – desejo sensual, (kamasava), desejo e cobiça pelos cinco elementos do prazer sensual; entendimento incorreto ou idéias incorretas, (ditthasava), os 62 tipos de idéias descritas no Brahmajala Sutta (DN 1); desejo por ser/existir, (bhavasava), desejo e cobiça pela existência nos planos materiais e imateriais e apego a jhana; ignorância, desconhecimento das quatro nobres verdades, (avijjasaava). Uma lista de três qualidades, omitindo o entendimento incorreto, é provavelmente mais antiga e aparece com mais freqüência nos suttas. O agrupamento das quatro qualidades também aparece sob os nomes ‘torrente,’ (ogha), e ‘grilhões,’ (yoga). Os asava são uma classificação das contaminações consideradas no seu papel de sustentação do ciclo samsárico. Os comentários derivam a palavra a partir da raiz su que significa “fluir”. Existe divergência entre os estudiosos sobre se o fluxo implícito no prefixo a é para fora ou para dentro; por conseguinte alguns o interpretam como “fluxo para dentro” ou “influências”, outros como “fluxo para fora” ou “efluentes”. Um trecho encontrado com freqüência nos suttas indica no entanto o real significado do termo, independentemente da sua etimologia, quando descreve os asavas como estados “que contaminam, resultam na renovação dos seres, trazem problemas, causam sofrimento e conduzem a um futuro nascimento, envelhecimento e morte”. Dessa forma outros tradutores, deixando de lado o sentido literal, utilizam a interpretação de máculas, corrupções ou impurezas. Também traduzido com “venenos da mente” principalmente em textos Mahayana.  
asubha: não atraente, repulsivo, nojento. O Buda recomenda contemplação desse aspecto do corpo como antídoto para luxúria e complacência. Veja também kayagata-sati.
asura: seres divinos que, tal como os Titãs da mitologia grega, lutaram contra os devas pela superioridade sobre os paraísos e perderam, habitando um dos reinos inferiores. Veja apaya-bhumi.
atapi: ardente. Esta é uma das qualidades mentais necessárias para a prática de meditação Satipatthana e significa a continuidade, manter a mente naquilo que estiver sendo feito, retornar ao objeto de meditação assim que este for perdido.
atta: ‘eu’, identidade. No Budismo é uma mera expressão convencional, não sendo a designação de algo que na realidade existe.
atta-ditthi: crença na existência de um ‘eu’, crença ou idéia de uma identidade. avijja: ignorância; sinônimo de delusão, (moha), é a principal causa de todo o mal e sofrimento no mundo, obscurecendo a vista dos seres e impossibilitando que eles vejam a verdadeira natureza dos fenômenos. É a delusão que engana os seres fazendo com que a vida pareça ser permanente, feliz, com substância e bela, evitando que eles vejam que na realidade ela é impermanente, insatisfatória e desprovida de um eu. A Ignorância é definida como o desconhecimento das Quatro Nobres Verdades, isto é, o sofrimento, a sua origem, a sua cessação e o caminho para a sua cessação. A ignorância é uma das impurezas, (asava).
ayatana: base ou meio dos sentidos ou sensuais. As bases internas são os órgãos dos sentidos – olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo e mente. As bases externas são os seus respectivos objetos.  
ayoniso-manasikara: veja manasikara

B

bhagavant: um epíteto para o Buda, em geral traduzido como "Abençoado" ou "Louvado". Alguns comentaristas no entanto, identificam a raiz etimológica da palavra em Pali como significando "dividir" e por extensão "analisar" e dessa forma o traduzem como "Analista".
bhante: venerável senhor; usado com freqüência quando se dirige a palavra a um monge budista.
bhava: ser/existir ou vir a ser/devir, processo da existência. Que pode ocorrer em três reinos: reino da esfera sensual, reino da esfera da matéria sutil e reino da esfera imaterial.
bhavana: cultivo ou desenvolvimento da mente; meditação. O terceiro dos três fundamentos para atos meritórios. Veja também danae sila.
bhavanga-sota e bhavanga-citta: o primeiro termo pode ser interpretado como a ‘correnteza subterrânea que forma a condição de ser ou existir’, e o segundo termo como ‘subconsciente’ embora, como ficará evidente a seguir, ele difere em muitos aspectos do uso que esse termo possui na psicologia Ocidental. Bhavanga que nos textos canônicos é mencionado duas ou três vezes no Patthana, é explicado nos comentários do Abhidhamma como o fundamento ou condição para a existência (bhava), como a condição sine qua non da vida, tendo a característica de um processo, literalmente um fluxo ou correnteza (sota). Nela, desde tempos imemoriais, todas as impressões e experiências são armazenadas, ou melhor dizendo, estão atuantes mas ocultas da plena consciência, de onde no entanto elas ocasionalmente emergem como fenômenos do subconsciente e podem se tornar totalmente conscientes. Essa assim chamada ‘correnteza subterrânea da vida’ explica a faculdade da memória, fenômenos psíquicos para normais, evolução mental e física, kamma e renascimento, etc.
bhikkhu (bhikkhuni): um "monge" ("monja") budista; um homem (mulher) que desistiu da vida em família para viver uma vida com virtude engrandecida, (veja sila), de acordo com o Vinaya em geral, e as regras do Patimokkha em particular. Veja sangha, parisa, upasampada.
bodhi-pakkhiya-dhamma: "asas para o despertar" ou apoios para a iluminação – sete conjuntos que conduzem à iluminação e que, de acordo com o Buda, formam o núcleo do seu ensinamento: [1] os quatro fundamentos da atenção plena ( satipatthana); [2] os quatro esforços corretos (sammappadhana) – o esforço para prevenir que estados prejudiciais surjam na mente, de abandonar quaisquer estados prejudiciais que já surgiram, fazer com que estados benéficos surjam, e manter os estados benéficos que já surgiram; [3] as quatro bases do poder espiritual (iddhipada) – desejo, energia, mente, investigação ; [4] cinco faculdades dominantes (indriya) – convicção, energia, atenção plena, concentração, sabedoria ; [5] cinco poderes (bala) – idêntico ao [4]; [6] sete fatores da Iluminação (bojjhanga) – atenção plena, investigação dos fenômenos, energia, êxtase, tranqüilidade, concentração, equanimidade ; e [7] o Nobre Caminho Óctuplo (magga) – Entendimento Correto, Pensamento Correto, Linguagem Correta, Ação Correta, Modo de Vida Correto, Esforço Correto, Atenção Plena Correta, Concentração Correta.
bodhisatta: bodisatva, "Um ser empenhando-se pela iluminação"; o termo utilizado para descrever o Buda antes de ele se tornar um Buda, desde a sua aspiração inicial ao estado de Buda até o momento da sua perfeita iluminação. Em Sânscrito: Bodhisattva.
bojjhanga: os sete fatores da iluminação são: atenção plena (sati), investigação dos fenômenos (dhamma-vicaya), energia (viriya), êxtase (piti), tranqüilidade (passaddhi), concentração (samadhi), equanimidade (upekkha).
brahma: "aquele que é grande" – habitante dos mundos de Brahma no reino da matéria sutil.
brahma-cariya: vida santa, vida pura ou casta, é um termo para a vida de um bhikkhu. Também se aplica a um discípulo leigo que adota os oito preceitos e se abstém das relações sexuais mantendo a castidade.
brahma-vihara: este termo pode ser interpretado como estados excelentes, louvados, sublimes ou divinos da mente ou como moradas divinas. Essas atitudes são ditas excelentes ou sublimes porque elas são a conduta correta ou ideal em relação aos seres vivos. Quem desenvolver esses estados mentais com afinco, através da conduta e da meditação, irá se tornar igual a Brahma. Se eles se converterem em influências dominantes na mente, a pessoa irá renascer em mundos agradáveis, nos mundos de Brahma. Por isso, esses estados mentais são chamados de divinos. Eles são chamados moradas porque deveriam se converter nos estados em que a mente deveria estar a maior parte do tempo, em que se sentisse "em casa". O Buda ensinou quatro estados sublimes da mente:  metta (amor bondade) , karuna (compaixão), mudita (alegria altruísta), e upekkha (equanimidade).
brâmane: a casta de brâmanes na Índia que defende que os seus membros, pelo seu nascimento, são dignos do maior respeito. O Budismo emprestou o termo brâmane aplicando-o aos arahants, para mostrar que o respeito não é obtido pelo nascimento, raça, ou casta, mas pela realização espiritual. Em muitos suttas este termo aparece como sinônimo de arahant.
buddho: desperto; iluminado. Um epíteto para o Buda.
Buddha: Buda. O nome dado a alguém que redescobre por si mesmo o Dhamma, o caminho da libertação, após um longo período em que ele tenha sido esquecido pelo mundo. De acordo com a tradição, existe uma longa seqüência de Budas que se estende ao passado distante. O mais recente Buda que nasceu foi Siddhattha Gotama na Índia no sexto século antes da era cristã. Um jovem bem educado e rico, ele abandonou sua família e herança real no auge da sua vida em busca da verdadeira felicidade e do fim do sofrimento, (dukkha). Após seis anos de austeridades na floresta, ele redescobriu o "caminho do meio"; e atingiu o seu objetivo, tornando-se um Buda.

C

cankama: meditação andando, em geral na forma de caminhar indo e voltando ao longo de um trecho predeterminado.
cetana: intenção, volição.
cetasika: ‘fatores mentais’. São os fatores mentais que estão associados e que surgem em concomitância com a consciência (citta=viññana) e que são condicionados pela  presença desta. Enquanto que nos suttas todos os fenômenos da existência são agrupados em 5 agregados: forma (rupa), sensação (vedana), percepção (sañña), formações mentais (sankhara), consciência (viññana), o Abhidhamma, como regra, trata os fenômenos sob um aspecto mais filosófico em três aspectos: consciência (citta), fatores mentais (cetasika) e forma (rupa). Dessa forma, os fatores mentais compreendem a sensação, percepção e 50 outros fatores, o que no todo resulta em 52 fatores mentais. 
chanda: aspiração, desejo. 1 - Como um termo psicológico neutro sob o ponto de vista ético, com o sentido de ‘intenção,’ é um dos fatores mentais gerais (cetasika) ensinados no Abhidhamma, cuja qualidade moral é determinada pelo caráter da volição (cetana) à qual esteja associada. 2 – Como qualidade ruim tem o significado de ‘desejo’ e está com freqüência associado com termos relativos a sensualidade, cobiça, etc, por exemplo: kama-cchanda, ‘desejo sensual,’ um dos cinco obstáculos (nivarana); chanda-raga, ‘desejo voluptuoso’. 3 – Como qualidade boa é a vontade íntegra ou zelo (dhamma-chanda).
ceto-vimutti: libertação da mente. Com o sentido mais elevado significa a fruição do estado de arahant, e em particular a concentração a ela associada. Em geral a libertação da mente acompanha a libertação através da sabedoria, (pañña-vimutti). Também pode ser chamada de libertação inabalável da mente ou libertação da mente sem sinais, visto que esse estado mental está livre da cobiça, raiva e delusão. A libertação imensurável da mente tem um sentido mais restrito e corresponde aos quatro brahma-viharas.
citta: mente; coração (de um ponto de vista psicológico); o centro e o foco da natureza emocional do homem bem como aquele elemento intelectual que lhe é inerente e acompanha as suas manifestações; pensamento. O significado de citta é melhor compreendido quando explicado através de expressões convencionais que nos são mais familiares, como: com todo meu coração; coração e alma; não tenho coração para fazer isso; abençoados são aqueles puros de coração. Esses exemplos enfatizam o aspecto ou “pensamento” emocional e conativo mais do que o aspecto mental e racional (em relação a estes veja mano e viññana). Pode portanto ser interpretado como estado de humor, estado mental, disposição, reação a impressões. Também deve ser mencionado, como complemento a essa interpretação, que citta quase sempre ocorre no singular (=coração) e de 150 casos nos Nikayas apenas 3 vezes ocorre no plural (=pensamentos). Em alguns suttas citta aparece como sinônimo de viññana e mano.O Dhammasangani divide todos os fenômenos em consciência (citta=viññana), fatores mentais (cetasika) e forma (rupa).

D

dana: generosidade; liberalidade; oferendas; dádivas. Especificamente dar para satisfazer qualquer uma das quatro necessidades dos monásticos. Em termos mais gerais, a inclinação para a generosidade, sem esperar qualquer forma de recompensa por parte de quem recebe. Dana é o primeiro tema no sistema de treinamento gradual do Buda ( veja anupubbi-katha), o primeiro dos dez paramis, um dos sete tesouros (veja dhana), e o primeiro dos três fundamentos para atos meritórios (veja sila e bhavana).
deva (devata): tradução literal: "luminoso" – divindades habitantes dos paraísos que como regra são invisíveis aos seres humanos. Os devas estão sujeitos no entanto, tal como os seres humanos e demais seres, ao ciclo de renascimentos, envelhecimento e morte.(veja sagga e sugati).
devadatta: um primo do Buda que tentou criar um cisma na Sangha e que desde então se tornou emblemático para todos Budistas que atuam consciente ou inconscientemente para minar a religião por dentro.
dhamma (Skt. dharma): constituição ou natureza de alguma coisa; norma, lei, doutrina; justiça, retidão; qualidade; coisa, objeto da mente, fenômeno. Nos textos a palavra dhamma é encontrada com todos esses significados. Também, princípios de comportamento que os seres humanos deveriam seguir de forma a se encaixar dentro da ordem natural das coisas; qualidades da mente que se deveria desenvolver de forma a compreender a mente em si mesma. Por extensão, "dhamma" também é usado para se referir a qualquer doutrina que ensine essas coisas. Portanto o Dhamma do Buda se refere tanto aos seus ensinamentos como à experiência direta da qualidade de nibbana para o qual esses ensinamentos estão direcionados.
dhamma-vicaya: investigação dos fenômenos. É um dos sete fatores da iluminação (bojjhanga). A explicação deste fator da iluminação sugere que apesar da “investigação dos fenômenos” ser identificada sob o ponto de vista técnico com a sabedoria, pañña, a função inicial de pañña como fator da iluminação não é discernir as três características, (sofrimento, etc.), mas simplesmente discriminar entre as qualidades mentais benéficas e prejudiciais que se tornam aparentes com o aprofundamento da atenção plena.
dhamma-vinaya: "doutrina (dhamma) e disciplina (vinaya)." O nome dado pelo Buda para os seus ensinamentos. dhana: tesouro (s). As sete qualidades de convicção (saddha), virtude (sila), vergonha e temor de cometer transgressões (hiri-ottappa), estudo, generosidade (dana), e sabedoria (pañña).
dhatu: elemento; propriedade, condição impessoal. Os quatro elementos físicos ou propriedades são terra (solidez), água (coesão), ar (movimento), e fogo (calor). Os seis elementos incluem os mencionados anteriormente mais espaço e consciência.
dhutanga: práticas ascéticas voluntárias que monges e outros praticantes de meditação podem adotar de tempos em tempos ou como um compromisso a longo prazo de forma a cultivar a renúncia e o contentamento/satisfação, e para estimular a energia. Para os monges existem treze práticas deste tipo: (1) usar somente mantos feitos com retalhos; (2) usar somente um conjunto de três mantos; (3) esmolar alimentos; (4) não evitar nenhum doador de esmola de alimentos; (5) não comer mais do que uma refeição ao dia; (6) comer somente da tigela de coleta de esmola de alimentos; (7) recusar qualquer alimento oferecido depois da coleta de esmola de alimentos; (8) morar na floresta; (9) morar sob uma árvore; (10) viver a céu aberto; (11) viver em um cemitério; (12) estar satisfeito com qualquer moradia que tenha; (13) dormir sentado e nunca se deitar.
ditthi: (tradução literal: visão). entendimento, idéia, opinião. Se não estiver qualificado com samma (correto) se refere em geral a entendimentos ou idéias/opiniões ruins e prejudiciais (miccha) que devem ser rejeitados por ser fonte de conduta e aspirações ruins e capazes de conduzir os seres aos abismos mais profundos da depravação.
domanassa: tristeza, desprazer, angústia. Uma sensação de dor mental.
dosa: aversão; ódio; raiva. Uma das três raízes (mula) de estados prejudiciais na mente. Veja também vyapada.
dukkha: (1) sensação (vedana) dolorosa que pode ser física e/ou mental. (2) sofrimento, estresse. Na primeira Nobre Verdade e na segunda das três características da existência (ti-lakkhana) o termo dukkha não está limitado à experiência da dor (1) mas se refere à natureza insatisfatória e a insegurança geral de todos os fenômenos condicionados que por conta da sua impermanência, estão todos sujeitos ao sofrimento e isso inclui também as experiências agradáveis. Dessa forma a primeira verdade não nega a existência das experiências agradáveis o que é às vezes erroneamente assumido. Dukkha tem o sentido literal de algo duro de aguentar. Talvez uma expressão que diz respeito a pessoas mas que captura bem a noção de dukkha seja mala-sem-alça.

E

ehipassiko: que convida ao exame. Um epíteto para o Dhamma.
ekaggatarammana: preocupação única; unicidade da mente em um só ponto. Na meditação, é a qualidade mental que permite que a atenção do meditador permaneça controlada e focada no objeto de meditação escolhido. Ekaggatarammana atinge plena maturação com o desenvolvimento do quarto jhana.
ekayana-magga: um caminho unificado; um caminho direto. Um epíteto para a prática de estar plenamente atento nos quatro fundamentos: corpo, sensações, mente e objetos mentais (satipatthana).
evam: assim; dessa forma. Este termo é usado na Tailândia para o encerramento formal de um sermão e é empregado no início de muitos suttas – evam me suttam – assim ouvi.

F

fundamentos da atenção plena: veja Satipatthana.

G

gotrabhu-ñana: "conhecimento para mudança de linhagem": o vislumbre de nibbana que faz alguém mudar de pessoa comum (puthujjana) para um Nobre (ariya-puggala).  

H

hinayana: "veículo Inferior," originalmente um temo pejorativo – cunhado por um grupo que se autodenominava como os seguidores do mahayana, o "grande veículo" – para denotar o caminho da prática daqueles que aderiam somente aos discursos mais antigos como a palavra do Buda. Os "hinayanistas" se recusavam a reconhecer os discursos mais recentes, compostos pelos "mahayanistas", que reivindicavam conter ensinamentos que o Buda sentiu serem muito profundos para a sua primeira geração de discípulos, e que por isso ele os confiou a serpentes subterrâneas.
hiri-ottappa: escrúpulo. Essas emoções gêmeas são chamadas "as guardiãs do mundo" porque estão associadas com todas as ações hábeis ou benéficas. Essas emoções têm como base o conhecimento da lei de causa e efeito, ao invés do mero sentimento de culpa. Hiri equivale à vergonha de cometer transgressões ou o auto-respeito, aquilo que nos refreia de cometer atos que colocariam em risco o respeito que temos por nós mesmos; ottappa equivale ao temor de cometer transgressões que produzam resultados de kamma desfavoráveis ou o temor da crítica e da punição imposta por outros. Acariya Buddhaghosa ilustra a diferença entre os dois com o símile de uma barra de ferro besuntada com excremento em uma das pontas e quente como uma brasa na outra ponta: hiri é a repulsa em agarrar a barra pela ponta besuntada com excremento, ottappa é o medo de agarrar a barra pela ponta que está em brasa. Veja kamma.

I

idappaccayata: condicionalidade Isto/aquilo. Este nome para o princípio causal que o Buda descobriu na noite do seu Despertar enfatiza o ponto que, com o propósito de dar fim ao sofrimento e estresse, o processo de causalidade pode ser entendido inteiramente em termos das forças e condições que são experimentadas no âmbito da experiência direta, sem ser necessário fazer referência a forças que operem fora desse âmbito.  
indriya: faculdades. Nos suttas este termo, em geral, se refere às seis bases internas (ayatana) ou os cinco fatores mentais que fazem parte do conjunto dos apoios para a iluminação (bodhi-pakkhiya-dhamma): convicção (saddha), energia (viriya), atenção plena (sati), concentração (samadhi), sabedoria (pañña).

J

jagariya: vigilância, estado de alerta, manter-se desperto. Especialmente com o sentido de ser cauteloso com relação aos perigos que aquele que busca a perfeição irá provavelmente enfrentar.
jhana (Skt. dhyana): absorção mental. Se refere principalmente às quatro realizações meditativas da matéria sutil, assim chamadas devido à característica do objeto empregado para o desenvolvimento da concentração. Essas realizações são caracterizadas por uma forte concentração num único objeto acompanhada da suspensão temporária dos cinco obstáculos, (nivarana) e da suspensão temporária das atividades nos sentidos. Esse estado de consciência no entanto é acompanhado por perfeita lucidez e clareza mental. O primeiro jhana é acompanhado e caracterizado pela presença de cinco fatores mentais: vitakka (pensamento aplicado), vicara (pensamento sustentado), piti (êxtase), sukha (felicidade), e ekaggatarammana (unicidade mental). Nos comentários as realizações meditativas imateriais também são chamadas de jhanas imateriais. Isso no entanto não ocorre nos suttas. Esses estados são chamados de imateriais devido à caracteristica do objeto empregado para a concentração.

K

kalyana-mitta: amigo admirável. O bom amigo ou nobre amigo é um bhikkhu mais sênior que é o mentor e amigo do seu pupilo, que deseja o bem-estar e progresso deste, guiando-o na meditação. Em particular o mestre de meditação é assim denominado.
kama: pode significar (1) sensualidade subjetiva, desejos sensuais; (2) sensualidade objetiva, os cinco objetos dos sentidos. A sensualidade subjetiva ou desejos sensuais são dirigidos a todos os cinco objetos dos sentidos e é sinônimo de ‘desejo sensual’, kama-cchanda, um dos cinco obstáculos (nivarana); ‘desejo sensual’, kama-raga, também é um dos dez grilhões (samyojana). O desejo sensual também é uma das impurezas (asava) e um dos apegos (upadana). Os cinco objetos dos sentidos são as formas visíveis, os sons, odores, sabores e tangíveis. O desejo sensual é completamente eliminado no estado de ‘não retorno’ (anagamami).
kamaguna: elementos do prazer sensual. Os objetos externos dos cinco sentidos: formas visíveis, sons, aromas, sabores e tangíveis. Também são chamados de bases externas (ayatana).
kamma (Skt. karma): ação intencional. Denota a intenção ou volição (cetana) benéfica (kusala) ou prejudicial (akusala) e os seus fatores mentais concomitantes que causam o renascimento e moldam o destino dos seres. As intenções se manifestam como ações benéficasou prejudiciais com o corpo, linguagem e a mente.
kammatthana tradução literal: "base de trabalho" ou "lugar de trabalho". A palavra se refere à "ocupação" de um monge praticante de meditação: em outras palavras, a contemplação de certos temas de meditação através dos quais as forças das contaminações (kilesa), desejo (tanha), e ignorância (avijja) possam ser desenraizadas da mente. No procedimento de ordenação, cada novo monge é ensinado cinco kammatthana básicos que constituem a base para a contemplação do corpo: cabelos da cabeça (kesa), pêlos do corpo (loma), unhas (nakha), dentes (danta), e pele (taco). Por extensão, o kammatthana inclui todos os quarenta temas clássicos de meditação. Embora se possa dizer que cada praticante de meditação se dedica a kammatthana, o termo é mais freqüentemente usado para identificar em particular a tradição das florestas da Tailândia que foi estabelecida por Phra Ajaan Mun e Phra Ajaan Sao.
karuna: compaixão; simpatia; a empatia com o sofrimento dos outros. Uma das dez perfeições (paramis) e uma das quatro "moradas divinas" (brahma-vihara).
kaya: (tradução literal: acumulação), corpo, grupo. Pode se referir ao corpo físico (rupa-kaya; veja rupa), ou ao corpo mental (nama-kaya; veja nama). Neste último caso é um nome coletivo para os agregados mentais (sensação, percepção, formações mentais, consciência).
khattiya: na época do Buda uma pessoa que pertencia a um dos clãs ou tribos reconhecidos com sendo de descendência nobre, ou um Ariya, o que significava ocupar a classe social superior. Todos os reis e líderes pertenciam a essa classe social.
kayagata-sati: atenção plena no corpo. Este é um termo geral que abrange vários temas de meditação: manter a atenção plena na respiração; manter a atenção plena nas posturas do corpo; manter a atenção plena em todas atividades; analisar o corpo em suas partes; analisar o corpo de acordo com suas propriedades físicas (veja dhatu); contemplar o fato de que o corpo está inevitavelmente sujeito à morte e a desintegração.
khandha: agregado; amontoado; grupo (veja sakkaya). Componentes físicos e mentais da identidade e da experiência sensual em geral. As cinco bases do apego (veja upadan). Veja: nam (fenômeno mental), rupa (fenômeno material), vedana (sensação), sañña (percepção), sankhara(formações mentais), e viññana(consciência). khanti: paciência; autodomínio. Uma das dez perfeições (paramis).
kilesa: poluições, contaminações, qualidades prejudiciais que poluem a mente. Existem 10 contaminações, assim chamadas porque são impuras em si mesmas e porque contaminam os fatores mentais (cetasika) a elas associados (Vism XXII 45). Elas são: (1) lobha (cobiça), (2) dosa (raiva), (3) moha (delusão), (4) mana (presunção), (5) ditthi (entendimento incorreto), (6) vicikiccha (dúvida, ceticismo), (7) thina (torpor mental), (8) uddhacca (inquietação), (9) ahirika (não ter vergonha de cometer transgressões), (10) anottappa (não temer cometer transgressões). Não é encontrada uma classificação dos kilesas nos suttas embora esse termo ocorra com freqüência. Também traduzido com “emoções perturbadoras” principalmente em textos Mahayana. 
kusala: benéfico, hábil, bom. São todas as intenções (kamma-cetana, s. cetana) e os fatores mentais a elas associados que são acompanhados por duas ou três raízes (mula), isto é, ausência de cobiça/desejo (alobha) e ausência de raiva/aversão (adosa)  e em alguns casos também ausência de delusão (amoha: sabedoria). Tais estados de consciência são considerados como kamma benéfico pois são as causas de resultados kammicos favoráveis e contêm a semente de um renascimento feliz. Veja seu oposto akusala. Veja kamma.  
kukkucca: ansiedade, remorso, preocupação, arrependimento com relação a coisas feitas de modo incorreto e coisas corretas que foram negligenciadas, pêso na consciência. É um dos cinco obstáculos (nivarana).

L

lakkhana: veja ti-lakkhana.
lobha: cobiça; paixão. Sinônimo de tanha e raga. Uma das três raízes (mula) de estados prejudiciais na mente.
loka: mundo. Denota as três esferas de existência que compreendem todo o universo, isto é, (1) o reino da esfera sensual (kama-loka), ou o mundo dos cinco sentidos; (2) o reino da esfera da matéria sutil (rupa-loka); (3) o reino da esfera imaterial (arupa-loka).
loka-dhamma: condições do mundo ou assuntos, fenômenos do mundo. A lista padrão indica oito: ganho e perda, elogio e crítica, fama e má reputação, alegria e tristeza.
lokavidu: conhecedor dos mundos. Um epíteto para o Buda.
lokuttara: transcendente; supramundano (veja magga, phala, e nibbana).  

M

magga: caminho. Nos suttas, em geral, este termo aparece com dois significados: (1) Os quatro caminhos supramundanos, veja ariya-pugala (2) O Nobre Caminho Óctuplo, é o caminho que conduz à cessação do sofrimento, isto é, a última das Quatro Nobres Verdades (sacca). O Nobre Caminho Óctuplo compreende três grupos: Sabedoria (pañña) - Entendimento Correto, Pensamento Correto; Virtude (sila) – Linguagem Correta, Ação Correta, Modo de Vida Correto; Concentração (samadhi) – Esforço Correto, Atenção Plena Correta, Concentração Correta.
mahathera: "grande ancião." Um título honorifico automaticamente conferido a um bhikkhucom pelo menos vinte anos como bhikkhu. Compare com thera.
majjhima: intermediário; apropriado; adequado; médio; meio.
mana: presunção, orgulho. Um dos dez grilhões que aprisionam ao ciclo de existências (samyojana). Também é uma das contaminações (kilesa). Desaparece completamente apenas com o estado de arahant.
manasikara: atenção, advertência mental. Este termo aparece com freqüência nos suttas como yoniso-manasikara, atenção com sabedoria.
mano: mente, no Abhidhamma é usado como sinônimo de viññana e citta. De acordo com os comentários do Visudhimagga algumas vezes significa bhavanga-sota.
mara: tradução literal: o assassino. Mara é o Senhor do Mal no Budismo, a Tentação e Senhor da Sensualidade, cujo objetivo é desviar os praticantes do caminho para a libertação e mantê-los aprisionados no ciclo de sucessivos nascimentos e mortes. Algumas vezes os textos empregam o termo “Mara” com um sentido metafórico, representando as causas psicológicas internas para o cativeiro, como o desejo e a cobiça, e as coisas externas às quais nos apegamos, em particular os próprios cinco agregados. Mas é evidente que a linha de pensamento dos suttas não concebe Mara apenas como uma representação das fraquezas morais humanas mas o vê como uma divindade maléfica real cujo objetivo é frustrar os esforços daqueles que têm como meta alcançar o objetivo supremo.
metta: amor bondade; boa vontade, o desejo de bem-estar e felicidade para os outros. Uma das dez perfeições (paramis) e uma das quatro "moradas divinas" (brahma-vihara).
moha: delusão; ignorância (sinônimo de avijja). Uma das três raízes (mula) de estados prejudiciais na mente.
mudita: alegria altruísta, regozijo com as virtudes e êxitos dos outros. Uma das dez perfeições (paramis) e uma das quatro "moradas divinas" (brahma-vihara).
mula: tradução literal: raiz. São aquelas condições que pela sua presença na mente determinam a qualidade moral - benéfica (kusala) ou prejudicial (akusala) – de uma volição ou intenção (cetana) e a consciência (citta) e os fatores mentais (cetasika) associados a esta, em outras palavras, a qualidade do kamma. As três raízes prejudiciais são lobha(cobiça), dosa(aversão), e moha(delusão); as raízes benéficas são os seus opostos. Veja kilesa(contaminações).

N

naga: um termo comumente usado para se referir a animais fortes, majestosos e heróicos, tais como elefantes e serpentes mágicas. No Budismo, também é utilizado para referir-se aos que atingiram o objetivo da prática, os arahants.
nama: mentalidade, fenômeno mental. Este termo se refere aos componentes mentais dos cinco khandhas, incluindo: vedana (sensações), sañña(percepção), sankhara(formações mentais), e viññana(consciência). Compare com rupa.
nama-rupa: nome e forma; mentalidade-materialidade. A união de fenômenos mentais (nama) e fenômenos materiais (rupa) que constituem os cinco agregados (khandha), e que é um elo crucial na cadeia causal da origem dependente (paticca-samuppada).
ñana: sabedoria, insight; compreensão; conhecimento; entendimento; é um sinônimo de pañña.
nekkhamma: renúncia; tradução literal: "liberdade do desejo sensual". Um dos dez paramis.
nibbana (Skt. nirvana): libertação; em termos literais o "desatamento" da mente das impurezas mentais (asava), contaminações (kilesa), do ciclo de renascimentos (vatta), e de tudo que pode ser descrito ou definido. Como este termo também denota a extinção de um fogo, carrega a conotação de acalmar, esfriar e pacificar. De acordo com a física que se ensinava nos tempos do Buda, o fogo se agarra ou adere ao seu combustível; quando extinto, ele está desatado.
nibbida: desencantamento. O desencantamento representa o distanciamento de toda existência condicionada representada pelos cinco khandhas, os ayatanas e a primeira nobre verdade, e surge do conhecimento e visão de como as coisas na verdade são, ( yatha butha ñanadassana), e conduz ao desapego, viraga.
nimitta: marca, sinal, imagem, objeto. Esses significados aparecem em vários contextos. Num deles é a imagem mental que pode surgir durante a meditação. Na meditação existem três tipos de nimitta. O primeiro tipo é  parikamma-nimitta, que se refere à percepção do objeto bem no início da concentração – este também é conhecido como “imagem ou sinal preparatório’. Quando a mente alcança um grau débil de concentração, surge uma imagem ou sinal ainda instável e não muito nítido chamado uggaha-nimitta ou “sinal adquirido”. Essa percepção antecede o surgimento de uma imagem totalmente clara e estável chamada patibhaga-nimitta ou “imagem de contrapartida” ou “sinal de contrapartida”. O surgimento desse terceiro tipo de nimitta indica o aparecimento da concentração de acesso, o estado que antecede a plena absorção do jhana. Noutro contexto, nimitta é a aparência através da qual os objetos externos são apreendidos, as qualidades mais distintas de um objeto que quando agarradas sem atenção plena, podem dar origem a pensamentos com contaminações. Os detalhes podem em seguida serem agarrados pela atenção depois que o primeiro contato perceptivo não tenha sido acompanhado pela contenção.
nirodha: cessação; dispersão; interrupção. A mente em suspensão nos intervalos da percepção dualista, como um objeto arremessado no ar que permanece imóvel no ápice da sua trajetória.
nissarana: escapatória, estar livre, deixar para trás.
nivarana: cinco qualidades que são obstáculos para a mente e que cegam a nossa visão mental. Com a sua presença não é possível alcançar a concentração (samadhi) e não é possível discernir com clareza como as coisas na verdade são. Elas são: desejo sensual (kama-cchanda) , má vontade (vyapada), preguiça e torpor (thina-middha), inquietação e ansiedade (uddhacca-kukkucca), e dúvida (vicikiccha).  

O

ogha: torrente. um sinônimo de asava (impurezas). As torrentes são assim chamadas porque mantêm os seres submersos no ciclo de existências e não permitem que eles se elevem aos estados superiores e até a Nibbana
opanayiko: que conduz para adiante. Um epíteto para o Dhamma.  

P

pabbajja: "sair (da vida em família para a vida santa)"; ordenação como um samanera/samaneri. Veja upasampada.
paccekabuddha: alguém que realizou a iluminação sem ter ouvido os ensinamentos do Buda. Ou, em outras palavras, um arahant que realizou nibbana tendo  compreendido as quatro nobres verdades sem a ajuda de um mestre, por esforço próprio. Ele no entanto não tem a capacidade de ensinar o Dhamma aos outros. De acordo com a tradição, os paccekabudhas apenas surgem quando os ensinamentos de um Buda tiverem desaparecido por completo.
paccattam: pessoal; individual
padhana: intento, empenho, esforço energético, concentração da mente. O DN 33.1.11 (10) menciona estes quatro tipos de esforço: (a) contenção, (samvara-padhanam), (b) abandono, (pahana-padhanam), (c) desenvolvimento da mente, (bhavana-padhanam), (d) preservação, (anurakkharana-padhanam). Padhana como sinônimo de vayama também aparece no DN 33.1.11(2).
pajanati: compreender, conhecer, entender, descobrir, distinguir. Veja também Parijanati.
pali: o cânone de textos preservado pela escola Theravada e por extensão o idioma em que esses textos foram compostos.
pamujja (ou pamojja): satisfação, contentamento, alegria.
pañña: sabedoria, insight; compreensão; conhecimento; entendimento. Veja também ñana.
pañña-vimutti: libertação através da sabedoria, significa a sabedoria associada com a fruição do estado de arahant. Este termo com freqüência acompanha cetto-vimutti.
papañca: complicação, proliferação. A tendência da mente para proliferar assuntos a partir da noção de "eu". Este termo também pode ser traduzido como pensamento auto reflexivo, reificação, falsificação, distorção, elaboração ou exageração.  
parami (também paramita): perfeição de caráter. Um grupo de dez qualidades desenvolvidas ao longo de muitas vidas por um bodhisattaque aparece como um grupo no Cânone em Pali somente no Jataka ("Histórias de Nascimentos"): generosidade (dana), virtude (sila), renúncia (nekkhamma), sabedoria (pañña), energia (viriya), paciência (khanti), honestidade (sacca), determinação (adhitthana), amor bondade (metta), e equanimidade (upekkha).
parijanati: compreensão completa: compreender de modo completo ou totalmente, entender de modo completo, conhecer de modo completo. Saber com precisão ou com certeza. Compreender de modo completo através da investigação é o conhecimento ou sabedoria do insight, vipassana-pañña. Compreender de modo completo é a consumação do conhecimento iniciado pelo conhecimento direto, abhijanati. Parijanati é um termo em geral empregado apenas em relação ao arahant. Veja também pajanati.
parinibbana: pode ser de dois tipos: com combustível (sa-upadisesa) e sem combustível restante (anupadisesa): a analogia é com relação ao fogo. No primeiro caso as chamas foram extintas mas as brasas ainda ardem. No segundo, o fogo foi extinto de tal forma que as brasas esfriaram. O “combustível” neste caso são os cinco agregados. Enquanto o Arahant estiver vivo, ele ainda experimenta os cinco agregados (khandhas), mas eles não ardem com o fogo da cobiça, raiva e delusão. Quando o Arahant falece, não há mais nenhuma experiência dos agregados aqui ou em nenhum outro lugar.
parisa: discípulos; assembléia. Os quatro grupos dos discípulos do Buda que inclui monges, monjas, discípulos leigos homens e mulheres. Compare com sangha. Veja bhikkhu/bhikkhuni, upasaka/upasika. pariyatti: entendimento teórico do Dhamma obtido através da audição e leitura, estudo, memorização e aprendizado. Veja patipattie pativedha.
passaddhi: tranquilidade, calma, serenidade. Consiste na tranqüilidade do corpo e a pacificação dos meios dos sentidos, e como conseqüência a tranqüilidade da mente. É um dos sete fatores da iluminação (bojjhanga). Com freqüência é combinado com pamujja e piti.
paticca-samuppada: origem dependente; surgimento co-dependente. Um mapa mostrando a forma como os agregados (khandha) e as bases dos sentidos (ayatana) interagem com a ignorância (avijja) e desejo (tanha) produzindo o sofrimento (dukkha). Como as interações são complexas, existem várias versões diferentes do paticca-samuppada nos suttas. No mais comum, o mapa inicia com a ignorância.
patimokkha: o código básico de disciplina monástica que consiste de 227 regras para monges (bhikkhus) e 310 regras para monjas (bhikkhunis). Veja Vinaya.
patipatti: a prática do Dhamma em oposição ao mero entendimento teórico, (pariyatti). Veja também pativedha.
pativedha: a realização direta, através da própria experiência, da verdade do Dhamma. Veja (pariyatti).
peta: um fantasma faminto - uma classe de seres de um dos mundos inferiores, às vezes capazes de aparecer para os seres humanos. Os petas são freqüentemente representados na arte Budista como seres famintos com bocas do tamanho de um alfinete através da qual eles nunca conseguem fazer passar alimento suficiente para saciar a sua fome.
phala: fruto, fruição. Especificamente, o fruto ou estado mental que segue após realizar um dos quatro caminhos supramundanos (veja ariya-pugala).
phra: (Tailandês) venerável. Usado como prefixo ao nome de um monge (bhikkhu).
piti: êxtase. É um dos sete fatores da iluminação (bojjhanga). Na meditação, uma sensação prazerosa sentida no corpo que alcança plenitude com o desenvolvimento do segundo jhana. Veja sukha.
puja: honra; respeito; observância devocional. Mais comumente, as observâncias devocionais que são praticadas nos monastérios diariamente (pela manhã e noite), nos dias de uposatha, ou outras ocasiões especiais.
puñña: mérito; a sensação interior de bem-estar que resulta de ter agido corretamente ou bem, e que estimula alguém a continuar agindo bem.
puthujjana: um dos muitos; um "mundano" ou pessoa comum. Uma pessoa comum que ainda não realizou nenhum dos quatro caminhos supramundanos ou estágios da iluminação. Veja ariya-puggala

Q

R

raga: cobiça, paixão. Veja os sinônimos lobha e tanha
rupa: forma; fenômeno material; materialidade. O significado básico dessa palavra é "aparência" ou "forma". É usada no entanto, em um número de contextos distintos, adotando diferentes graduações de significados em cada um deles. Nas listas dos objetos dos sentidos, é dada como o objeto do sentido da visão. Como um dos khandhase refere a fenômeno material (aparência visível ou forma sendo as características que definem o que é material). Esse também é o significado quando se opõe a nama, ou fenômeno mental.  

S

sacca: verdade. As Quatro Nobres Verdades (aryia-sacca) são o resumo mais sintético de todos os ensinamentos do Buda. Elas são a verdade do sofrimento (dukkha), da origem (tanha) do sofrimento, da cessação (nibbana) do sofrimento e do caminho (magga) que conduz à cessação do sofrimento.
saddha: convicção, fé. É dito que um Budista tem fé se “ele acredita na iluminação do Buda” (MN 53); ou nas três jóias (tiratana), através da toma de refúgio (tisarana) nelas. A sua fé no entanto deve ser “equilibrada e fundamentada no entendimento” e ele deve investigar e testar o objeto da sua fé (MN 47). A fé no Budismo não está em conflito com o espírito inquisitivo e a “dúvida com respeito a coisas duvidosas” é admitida e a sua investigação é encorajada. A “faculdade da fé” (saddhindryia) deve ser equilibrada com a da sabedoria. É dito que: “Um bhikkhu que tem entendimento estabelece a sua fé de acordo com esse entendimento.” Através do entendimento e sabedoria, a fé se transforma em certeza interior e firme convicção baseada na própria experiência pessoal. A fé é chamada de a semente de todos os estados benéficos porque ela inspira a mente com confiança e determinação para iniciar a travessia da torrente do samsara. A fé inabalável é alcançada com o estágio de ‘entrar na correnteza’ (sotapanna) no qual o grilhão da dúvida é erradicado.
sadhu: (exclamação) "isso é bom"; uma expressão que demonstra apreciação ou concordância.
sagga: paraíso, reino divino. A morada dos devas. Se diz que o renascimento no paraíso é uma das recompensas para a prática da generosidade (veja dana) e virtude (veja sila). Porém, como todos os estágios no samsara, o renascimento no paraíso é temporário. Veja também sugati.
sakadagami: ‘que retorna uma vez’. Uma pessoa que abandonou os primeiros três grilhões que aprisionam a mente ao ciclo de renascimentos (veja samyojana), enfraqueceu os grilhões da paixão sensual e má vontade, e que após a morte está destinado a renascer neste mundo somente uma vez mais.
sakkaya: grupo existente. Em geral esta palavra é interpretada como ‘identidade’, mas de acordo com os comentários ela corresponde a sat-kaya, corpo ou grupo existente. Nos suttas é tomada como um nome para os cinco agregados da existência (khandhas).
sakkaya-ditthi: crença na identidade, idéia da existência de um eu. A idéia que erroneamente identifica qualquer um dos khandhacomo um "eu"; o primeiro dos dez grilhões (samyojana). O abandono de sakkaya-ditthi é uma das marcas do nível de ‘entrar na correnteza’ (veja sotapanna). Existem 20 tipos de idéias da existência de um eu, que são obtidos ao aplicar os 4 tipos de crença aos 5 khandha. Os quatro tipos de crença são: considerar a forma como sendo o eu; considerar o eu como possuído de forma material;  considerar a forma material como estando no eu; considerar o eu como estando na forma material. O mesmo com as sensações, percepções, formações mentais e consciência.
sakyamuni: "sábio dos Sakyas"; um epíteto para o Buda.
sakya-putta: filho do Sakya. Um epíteto para os monges Budistas, tendo sido o Buda um nativo de Sakya.
salekha-dhamma: tópicos para obliteração (obliterando as contaminações) – ter poucos desejos, estar satisfeito com o que tem, isolamento, não se envolver com companhias, energia, virtude (veja sila), concentração, sabedoria, libertação, e o conhecimento e visão da libertação.
samadhi: concentração, tranqüilidade, calma, aquietação; a prática de aquietar a mente. É um dos sete fatores da iluminação (bojjhanga). A Concentração Correta (samma-samadhi) que é o último elo do Nobre Caminho Óctuplo (magga) é definida como as quatro absorções mentais (jhana). Em um sentido mais amplo, também compreende estados de concentração mais débeis e está associada a todos os estados de consciência com kamma benéfico (kusala). A concentração incorreta (miccha-samadhi) é a concentração associada com todos os estados de consciência com kamma prejudicial (akusala).
samana: contemplativo. Em termos literais, uma pessoa que abandona as obrigações convencionais da vida social de forma a encontrar uma forma de vida "em sintonia" (sama) com o estilo da natureza.
samanera (samaneri): em termos literais um samanapequeno; um monge (monja) noviço que observa dez preceitos e que é um candidato para admissão na ordem dos bhikkhus (bhikkhunis). Veja pabbajja.
sambhavesin: (um ser) buscando por um lugar para renascer.
sammati: realidade convencional; convenção; verdade relativa; suposição; qualquer coisa criada pela mente.
sampajañña: plena consciência; clara compreensão. Também poder ser interpretado como introspecção – o contínuo exame minucioso dos fenômenos mentais e corporais. Os suttas identificam três tipos de aplicacão da plena consciência. (1) Como um dos componentes para a prática da meditação satipatthana significa a qualidade mental do conhecimento, saber com clareza (MN 10); (2) Plena consciência ao caminhar, olhar, movimentar-se, comer, etc. ( SN XLVII.2); (3) As sensações, percepções e objetos mentais são compreendidos quando surgem, compreendidos enquanto estão presentes, compreendidos quando desaparecem ( SN XLVII.35). Os comentários analisam quatro tipos de plena consciência: (1) do propósito, discernir um propósito benéfico na ação intencionada; (2) da adequação dos meios utilizados, discernir que os meios utilizados para alcançar os objetivos são adequados; (3) do domínio, não abandonar o objeto da meditação durante a rotina diária; (4) como não delusão, discernir que as próprias ações são processos condicionados desprovidos de um eu substancial.  Veja sati.
samsara: transmigração e perambulação; o ciclo de morte e renascimento. Veja vatta.
samvega: a opressiva sensação de choque, e a emoção, que surgem ao se dar conta da futilidade e falta de sentido da vida da forma como ela é normalmente vivida; uma sensação de culpa pela própria complacência e tolice em ter se permitido viver de maneira tão cega; e um senso de urgência em encontrar uma saída desse ciclo sem sentido.
samyojana (sanyojana): grilhões que aprisionam a mente ao ciclo de renascimentos (veja vatta) – idéia da existência de um eu (identidade) (sakkaya-ditthi), dúvida (vicikiccha), apego a preceitos e rituais (silabbata-paramasa); desejo sensual (kama-raga), má vontade (vyapada); desejo pela forma (rupa-raga), desejo pelos fenômenos sem forma (arupa-raga), presunção (mana), inquietação (uddhacca), e ignorância (avijja). Os cinco primeiros grilhões são também chamados grilhões inferiores porque levam ao renascimento no reino da esfera sensual.
sanditthiko: óbvio; aparente imediatamente; visível no aqui e agora. Um epíteto para o Dhamma.
sangha: no nível convencional (sammati), este termo denota a comunidade de monges e monjas Budistas; no nível ideal (ariya), denota aqueles discípulos do Buda, leigos ou ordenados, que alcançaram pelo menos o nível de ‘entrar na correnteza’ (veja sotapanna), o primeiro dos caminhos transcendentes (veja ariya-pugala) culminando em nibbana. Recentemente, particularmente no Ocidente, o termo "sangha" tem sido popularmente adaptado para comunicar o sentido mais amplo da "comunidade de discípulos do caminho Budista", embora essa utilização não tenha suporte no Cânone em Pali. O termo "parisa" pode ser mais adequado para esse significado muito mais amplo.
sankhara: formação, composto, criação, fabricação – as forças e fatores que criam as coisas (física ou mental), o processo de criação, e as coisas que são criadas como resultado. Nesse sentido também pode ser interpretado como a dualidade sujeito/objeto. Sankhara pode se referir a qualquer coisa formada ou criada por condições, ou, mais especificamente, formações mentais, como um dos cinco khandhas.
sañña: percepção; alusão; ato da memória ou reconhecimento; interpretação. Veja khandha.
sanyojana: veja samyojana.
sasana: tradução literal: mensagem. A revelação, doutrina e legado do Buda; a religião Budista (veja Dhamma-vinaya).
sati: atenção plena, poderes de referência e retenção. Na prática de meditação satipatthana significa manter o objeto de meditação presente na mente, não se esquecer do objeto de meditação, manter a mente no presente. É um dos sete fatores da iluminação (bojjhanga) e o sétimo elo do Nobre Caminho Óctuplo (magga). No seu sentido mais amplo é um dos fatores mentais (cetasika) associados de forma inseparável com toda consciência com kamma benéfico (kusala). Em alguns contextos, a palavra sati, quando usada só, também abrange plena consciência (sampajañña). [Mais]
satipatthana: fundamentos da atenção plena; estrutura de referência – corpo, sensações, mente e objetos mentais, vistos em e por si mesmos à medida em que ocorrem. A descrição detalhada deste tema, tão importante na prática da cultura mental Budista pode ser encontrada nos dois Satipatthana Suttas (DN 22 e MN 10).
sa-upadisesa-nibbana: nibbana com combustível restando (a analogia é com um fogo extinto cujas brasas ainda estão incandescentes) – libertação experimentada nesta vida por um arahant.
savaka: tradução literal: ouvinte. Um discípulo do Buda, especialmente um discípulo nobre (ariya-puggala).
sayadaw: (Birmanês). Venerável ancião; um título honorifico concedido a um bhikkhu Birmanês altamente respeitado.
sekha: um ‘nobre discípulo’, um discípulo no treinamento superior, isto é um discípulo que se dedica ao treinamento tríplice (virtude, concentração e sabedoria). Sete tipos de discípulos: que alcançaram um dos quatro caminhos supramundanos ou um dos três frutos, aquele que alcançou o quarto fruto, que é o arahant, se diz estar além do treinamento.
sikkhati: aprender, treinar
sila: virtude, moralidade. A qualidade de pureza ética e moral que previne que alguém decaia do caminho óctuplo. Também, os preceitos de treinamento que refreiam alguém de realizar atos inábeis. Sila é o segundo tema no treinamento gradual (anupubbi-katha), um dos dez paramis, o segundo de sete tesouros (dhana), e o primeiro dos três fundamentos para atos meritórios (dana e bhavana).
sotapanna: aquele que entrou na correnteza ou venceu a correnteza. Uma pessoa que abandonou os primeiros três grilhões (samyojana) que aprisionam a mente ao ciclo de renascimentos (samsara) e dessa forma entrou na "correnteza" fluindo inexoravelmente para nibbana, com a garantia de que a pessoa terá no máximo mais sete renascimentos.
stupa (Pali: thupa): originalmente, um túmulo ou colina com uma sepultura guardando as relíquias de uma pessoa santa – tal como o Buda – ou objetos associados com a sua vida. Ao longo dos séculos isso se desenvolveu nos monumentos altos e espiralados familiares nos templos na Tailândia, Sri Lanka e Birmânia; e nos pagodes da China, Coréia e Japão.
sugati: destinação feliz; os dois níveis de existência mais elevados em que alguém pode renascer como resultado de ações hábeis (kamma) feitas no passado: renascimento no mundo humano ou nos paraísos (sagga). Nenhum desses estados é permanente. Compare com apaya-bhumi.
sugato: bem-aventurado; que se saiu bem; indo (ou tendo ido) para uma boa destinação. Um epíteto para o Buda.
sukha: felicidade. Na meditação, uma sensação mental prazerosa que alcança plena maturidade com o desenvolvimento do terceiro jhana. Veja piti.
suññata: vazio. Como termo doutrinário, no Theravada, se refere exclusivamente à doutrina de anatta isto é, a falta de substância em todos os fenômenos.
sutta (Skt. sutra): tradução literal: corda; um discurso ou sermão do Buda ou seus discípulos contemporâneos. Após a morte do Buda os suttas foram transmitidos no idioma Pali de acordo com uma bem estabelecida tradição oral, e foram finalmente colocados na forma escrita no Sri Lanka por volta de 100 AC. Mais de 10.000 suttas estão contidos no Sutta Pitaka, o principal conjunto de escrituras do Budismo Theravada. Os suttas em Pali são amplamente considerados como o registro mais antigo dos ensinamentos do Buda.  

T

tadi: "assim, Tal," descreve aquele que atingiu o objetivo. Indica que o estado da pessoa não pode ser definido, porém não está sujeito a mudanças ou influências de qualquer tipo.
tanha: tradução literal: sede. Desejo: pela sensualidade, por ser/existir, ou por não ser/existir (bhava). É a causa principal do sofrimento e do interminável ciclo de renascimentos, veja sacca. Veja os sinônimos lobha e raga.
tathagata: este é o epíteto que o Buda empregava com mais freqüência para referir a si mesmo. Tatha significa assim ou tal; a segunda parte agata significa vir. No entanto a palavra gata significa ir. Há muito debate se o significado de tathagata é "assim ido (tatha-gata)" ou " assim vindo (tatha-agata)". O tathagata está totalmente presente ou ele se foi totalmente? Ele é completamente imanente ou transcendente? Talvez a melhor interpretação é que tathagata significa ambos, completamente imanente, compassivo, sintonizado em todas as coisas, completamente atento e ao mesmo tempo transcendente, dotado da sabedoria transcendente. Por outro lado, os comentadores em Pali explicam o tathagata como aquele que veio para o nosso meio trazendo a mensagem do imortal, para o qual ele “foi” através da sua própria prática do caminho.
te-vijja: os três conhecimentos verdadeiros: conhecimento das vidas passadas, olho divino e destruição das impurezas. 
than: (Tailandês; também "tan") reverendo, venerável.
thera: sênior, "ancião": um título honorifico que é conferido a um bhikkhucom pelo menos dez anos como bhikkhu. Compare com mahathera.
theravada: a "doutrina dos anciãos" – a única das primeiras escolas de Budismo que sobrevive até o presente; atualmente é a forma de Budismo dominante na Tailândia, Sri Lanka e Birmânia. Veja também Hinayana.
ti-lakkhana: três características inerentes a todos fenômenos condicionados – impermanência, sofrimento e não-eu.
tipitaka (Skt. tripitaka): o Cânone Budista; tradução literal: os três cestos – regras de disciplina (Vinaya), discursos (Sutta) e tratados de filosofia (Abhidhamma).
tiratana: a "Jóia Tríplice" consistindo do Buda, Dhamma e Sangha – ideais nos quais todos Budistas buscam refúgio. Veja tisarana.
tisarana: o "Refúgio Tríplice" – o Buda, Dhamma e Sangha.

U

uddhacca: inquietação, desassossego. É um dos dez grilhões (samyojana) e um dos cinco obstáculos (nivarana).
ugghatitaññu: de rápido entendimento. Após o Buda ter alcançado a iluminação, estava considerando se devia ou não ensinar o Dhamma, ele percebeu que havia quatro categorias de seres: aqueles de rápido entendimento, que alcançariam a iluminação depois de uma breve explanação do Dhamma, aqueles que alcançariam a iluminação somente após uma longa explanação (vipacitaññu); aqueles que alcançariam a iluminação apenas após serem conduzidos através da prática (neyya); e aqueles que, ao invés de alcançar a iluminação, obteriam na melhor hipótese um entendimento intelectual do Dhamma (padaparama).
upadana: apego ou combustível, aquilo que alimenta ou dá sustento. O apego é uma intensificação do desejo, tanha. Os quatro tipos de apego são: à sensualidade, às idéias, a preceitos e rituais e a idéias da existência de um eu.
upadhi: aquisições, tem o sentido literal de “aquilo sobre o que algo se apóia”, isto é, os fundamentos ou parafernália da existência. A palavra tem tanto um sentido objetivo como subjetivo. Com o sentido objetivo significa as coisas adquiridas, isto é, as posses da pessoa. Com o sentido subjetivo significa a ação de se apropriar de algo com base no desejo.
upakkilesa: a palavra upakkilesa é usada algumas vezes com o sentido de imperfeições da meditação de concentração; algumas vezes com o sentido de imperfeições no insight (veja vipassanupakkilesa); e algumas vezes significando corrupções que surgem à partir das três raízes prejudiciais – desejo, raiva e delusão – nessas formas ou nos seus desdobramentos.
upasampada: aceitação; ordenação completa como um bhikkhu ou bhikkhuni. Veja pabbajja.
upasika (upasaka): um discípulo feminino (masculino) leigo do Buda. Compare com parisa.
upekkha: equanimidade, a atitude de imparcialidade desapegada com relação aos seres (não apatia ou indiferença). É um dos sete fatores da iluminação (bojjhanga). Uma das dez perfeições (paramis) e uma das quatro "moradas divinas" (brahma-vihara).
uposatha: dia de observância, correspondendo às fases da lua, no qual pessoas leigas Budistas se reúnem para ouvir o Dhamma e observar preceitos especiais. Nos dias de uposatha da lua nova e lua cheia os monges se reúnem para recitar as regras do Patimokkha.  

V

vassa: retiro das chuvas. O período de Julho a Outubro, que corresponde aproximadamente à época de chuvas, em que se requer que cada monge permaneça vivendo em um só lugar sem perambular livremente.
vatta: o ciclo de nascimento, morte, e renascimento. Isto denota ambos a morte e renascimento de seres vivos e a morte e renascimento das contaminações (kilesa) dentro da mente. Veja samsara.
vayama: esforço, empenho. Veja também viriya e padhana.
vedana: sensação – a qualidade de prazer, desprazer ou neutra que ocorre com cada contato nos sentidos. Em cada órgão do sentido essa qualidade recebe um nome distinto, por exemplo, aquilo que é visto como prazeroso é chamado de belo, o desprazeroso de feio e assim por diante. Veja khandha.
vicara: avaliação; pensamento sustentado; pensamento discursivo. Na meditação, vicara é o fator mental que faz com que a mente permaneça com o objeto de meditação. Vicara também é descrito como a fricção da mente sobre o objeto. Vicara e o seu fator acompanhante vitakka alcançam plena maturidade com o desenvolvimento do primeiro jhana. Vitakka é comparado com a ação de tocar um sino enquanto que Vicara equivale à ressonância produzida. Outro símile seria vitakka como uma abelha que vai voando em direção a uma flor enquanto que vicara seria a abelha voando em volta da flor.
vicikiccha: dúvida, ceticismo. É um dos cinco obstáculos (nivarana) e um dos três grilhões (samyojana) que desaparecem completamente ao ‘entrar na correnteza’ (sotapanna).
vijanati: discernimento, conhecimento discriminador.
vijja: conhecimento verdadeiro ou superior. Por exemplo te-vijja, os três conhecimentos verdadeiros.  
vijja-carana-sampanno: perfeito no verdadeiro conhecimento e conduta. Um epíteto para o Buda. 
vimutti: libertação. Pode ser de dois tipos: libertação da mente (ceto-vimutti) e libertação através da sabedoria (pañña-vimutti).
vimokkha: libertação, como os seres se libertam das coisas do mundo. Há três libertações: animitta na qual todas as formações são consideradas como impermanentes, appanihita na qual todas as formações são consideradas como sofrimento, suññata na qual todas as formações são consideradas como não-eu ou vazias.
vinaya: a disciplina monástica, compreendendo seis volumes no texto impresso, cujas regras e tradições definem cada aspecto do modo de vida dos bhikkhus e bhikkhunis. A essência das regras para os monásticos está contida no Patimokkha. A conjunção do Dhamma com o Vinaya forma o núcleo da religião Budista: "Dhamma-vinaya" - "a doutrina e disciplina" – é o nome que o Buda deu ao moveimento que ele fundou.
viññana: consciência; o ato de notar os objetos sensoriais e idéias na medida em que eles ocorrem; a cognição mais elementar dos objetos sensoriais e idéias; uma qualidade mental que é um dos cinco agregados (veja khandhas). Em alguns suttas viññana aparece como sinônimo de citta e mano. O progresso de viññana de uma vida para outra, transformando (de acordo com o kamma individual) a vida do ser (após a morte) para a vida seguinte, está expressa em alguns suttas, no entanto a idéia de que se trata de uma substância imutável é rejeitada e condenada de forma enfática.
vipallasa: distorções, perversões ou alucinações que podem ocorrer na percepção, (sañña-vipallasa), na mente, (citta-vipallasa), ou nas idéias, (ditthi-vipallasa). As distorções podem ser de quatro tipos: considerar o impermanente como permanente, o doloroso como prazeroso, aquilo que não é o eu como o eu, e aquilo que é feio ou impuro como belo ou puro.
vipaka: a conseqüência, resultado ou fruto de cada ação intencional do passado (kamma).
vipassana: ‘insight.’ Nas palavras de Ayya Khema, "insight é uma experiência que é vista com discernimento, que é compreendida, e que subsequentemente conduz a uma transformação. O insight é verdadeiro quando fazemos uso na nossa vida daquilo que foi compreendido." O insight revela a natureza impermanente, insatisfatória e insubstancial de todos os fenômenos materiais e mentais (veja ti-lakkhana). O conhecimento do insight (vipassana-pañña) é o fator libertador decisivo no Budismo, embora ele tenha que ser desenvolvido em paralelo como os outros dois elementos de virtude (sila) e concentração (samadhi). O Insight não é o resultado da mera compreensão intelectual, mas é conquistado através da meditação observando de forma direta, fundamentado na experiência, os próprios processos mentais e corporais. Sayadaw U Pandita no seu livro In this very life explica que a palavra vipassana tem duas partes, vi e passana. Vi se refere a vários modos e passana é visão. Portanto o significado de vipassana seria “ver através de vários modos.” Os vários modos no caso são a impermanência, o sofrimento e o não-eu, anicca, dukkha, anatta. Veja também  abhijanati.
vipassanupakkilesa: máculas ou imperfeições no insight; experiências intensas que podem ocorrer ao longo da meditação e que podem levar alguém a acreditar que completou o caminho. A lista padrão inclui: luzes, conhecimento psíquico, êxtase, serenidade, prazer, convicção extrema, esforço excessivo, obsessão, indiferença e contentamento.
viraga: desapego. O completo distanciamento da mente do apego a todos os fenômenos, com a mente desprovida de cobiça e aversão. Através do desapego é realizado o caminho supramundano. O fruto do desapego é vimutti. Veja nibbida
viriya: energia, virilidade, vigor, persistência. Uma das dez perfeições (paramis), um dos sete fatores da iluminação (bojjhanga). Veja também vayama.
visakha (também Vesakha, Vesak, Wesak, etc.): o antigo nome para o mês lunar Indiano da primavera correspondendo ao nosso Abril-Maio. De acordo com a tradição, o nascimento do Buda, a sua iluminação e o seu Parinibbana ocorreram todos na noite de lua cheia do mês de Visakha. Esses eventos são comemorados nesse dia no festival do Visakha que é celebrado anualmente em todo o mundo do Budismo Theravada.
vitakka: pensamento aplicado. Nos suttas, vitakka é com freqüência usado como sinônimo para pensamento. Vitakka também é chamado sankappa, e sammasankappa, (pensamento correto), é o segundo elemento do Nobre Caminho Óctuplo. O pensamento pode ser benéfico, prejudicial ou neutro sob o ponto de vista de kamma. Existem três tipos de pensamentos prejudiciais ou inábeis (akusala): pensamentos sensuais, pensamentos com raiva e pensamentos com crueldade. Existem três tipos de pensamentos benéficos ou hábeis: pensamentos de renúncia, de não raiva e não crueldade. Estes últimos três constituem o ‘Pensamento Correto’ que é o segundo elemento do Nobre Caminho Óctuplo. Na meditação, vitakka é dirigir a mente para o objeto de meditação. Vitakka e o seu fator acompanhante vicara alcançam plena maturidade com o desenvolvimento do primeiro nível de jhana. Vitakka é comparado com a ação de tocar um sino enquanto que Vicara equivale à ressonância produzida. Outro símile seria vitakka como uma abelha que vai voando em direção a uma flor enquanto que vicara seria a abelha voando em volta da flor.
viveka: afastamento. O afastamento pode ser de cinco tipos: (i) em relação a um aspecto em particular (temporário, através da prática de insight); (ii) através da supressão (temporário, ao alcançar os jhanas); (iii) através da erradicação (permanente, através do caminho supramundano); (iv) através do apaziguamento ( permanente, através do fruto do caminho supramundano); (v) através da escapatória (permanente, em Nibbana).
vyapada: má vontade, é um sinônimo de dosa; é um dos cinco obstáculos (nivarana) e um dos dez grilhões (samyojana)

W


XYZ

yoniso manasikara: atenção com sabedoria ou hábil, também pode ser reflexão com sabedoria ou reflexão hábil, é descrita como a atenção com os meios corretos (upaya) e na direção correta (patha). Significa dar atenção, considerar e refletir de maneira cuidadosa, equilibrada e analítica, empregando a capacidade de investigação para reconhecer como as coisas na verdade funcionam, pensar em termos de relações causais e de acordo com a verdade, isto é, aquilo que é impermanente como impermanente, sofrimento como sofrimento, etc.

No MN 2 é descrita como um antídoto contra as impurezas (asava); é uma das condições para o surgimento do entendimento correto (MN 43); conduz ao fruto de ‘entrar na correnteza’ (SN LV.55); ao surgimento e desenvolvimento dos fatores da iluminação (bojjhanga), (SN XLVI.24). A atenção sem sabedoria (ayoniso-manasikara) conduz ao surgimento das impurezas (MN 2); ao surgimento e expansão dos cinco obstáculos (nivarana), (SN XLVI.24).

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